A candidatura presidencial de António Filipe, apoiada pelo PCP, é uma boa notícia, dada a incontornável debilidade da maior parte dos candidatos conhecidos. António Filipe traz ao debate aquilo que deve estar na base de qualquer ato eleitoral presidencial, que passa, necessariamente, pelas ideias. Mas ideias assentes no conhecimento, numa mundividência unipessoal, mesmo que, no caso de António Filipe, esteja agrilhoada às fronteiras de um partido muito especial. Só espero que o candidato mostre que consegue ir para além dos "amanhãs que cantam".
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

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