Vi ontem o programa de comentário político O princípio da incerteza . Um dos temas em debate foi o "Processo Marquês", ou seja, José Sócrates. Pacheco Pereira é, sabemos, um incondicional apoiante da culpabilidade de Sócrates. "A minha convicção é a de que ele é culpado", repete o comentador sem qualquer pudor. Mas ontem Pacheco Pereira começou por uma espécie de defesa do antigo primeiro-ministro: teme que o julgamento não se processe com todos os meios de defesa garantidos, visto que a pressão comunicacional pública tem sido muita. Que bem ficou, a este anti-Sócrates, esta defesa por um julgamento imparcial e, também, a crítica à excessiva exposição mediática dos estados de alma das diversas partes, em que o próprio, incondicionalmente, se inclui. Acabou, assim, a primeira parte da sua exposição, uma espécie de introdução ao programa. E acabou também aqui a decência do programa, em que o jornalista nada fez para alterar o rumo do comentário. O julga...