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O futebol (a cultura desportiva) português

  Lembrei-me de pesquisar o número de espetadores no que assistiram ao jogo Arouca-Estrela da Amadora no Estádio Municipal de Arouca, um jogo importantíssimo para as duas equipas, nesta fase final do campeonato de futebol da primeira divisão. Foram 1804 pessoas que estiveram no estádio. Por acaso, com o comando da televisão na mão, passei de relance por um jogo de iniciados ou juvenis entre o Futebol Clube do Porto e outra equipa qualquer. Seguramente que os espetadores presentes no estádio suplantavam o número do jogo entre o Arouca e o Estrela da Amadora. Em qual destes dois jogos existe uma enorme anormalidade? Adivinharam.

Portugal, futebol

  Nada como umas discussõezinhas em torno do futebol para animar as hostes lusas. O jogador Gialunca Prestiani , que joga no Benfica - uma da mais adoradas instituições do país - tapou a boca, como agora costuma fazer toda agente que é filmada, e, alegadamente, disse uns palavrões a um jogador rival. Este fez queixa ao árbitro (é um queixinhas, portanto) e o árbitro parou durante dez minutos o jogo, como manda, nestes tempos, a regra. De repente, a Rússia deixou de bombardear a Ucrânia e a Ucrânia deixou de bombardear a Rússia. Trump transformou-se numa inexistência e a Europa é sinónimo de futebol e futebol é o Benfica. Somos ou não somos um país interessante?

Vergonha alheia

Tenho dito e redito que o futebol em Portugal é um extraordinário espelho do país, quiçá o mais completo material de estudo para entender o que é Portugal sociologicamente. Tenho também repetido que o tratamento que a comunicação social dá a esta atividade ajuda a embrutecer-nos. As eleições do Benfica são um exemplo paradigmático desta minha reflexão. O Benfica bateu um recorde mundial de votantes! (ponto de exclamação). Serviu-nos a comunicação social este dado factual, como se tratasse de um feito civilizacional capaz de roer de inveja os reais madrides da Europa, ou até as alemanhas e suíças, nossas vizinhas. As eleições de um clube de futebol é o assunto mais importante de Portugal. Ser presidente do Benfica é muito mais importante do que ser presidente da República. Sendo assim, o António José Saraiva está perdoado.

O futebol, o país

Hoje realizou-se um jogo de futebol da primeira liga, em Lisboa, entre o Benfica e o Rio Ave. O Rio Ave é um clube da cidade de Vila do Conde, cuja população vai além dos 80 mil habitantes. São pessoas muito arreigadas e orgulhosas à região e à cidade a que pertencem. Nas bancadas do estádio da luz estavam 50 adeptos do Rio Ave. O jogo ficou empatado. O Benfica, dizem, está a passar uma grande crise, pois já tem dois empates em casa e está a 4 pontos da liderança. Alguém de bom senso acha este cenário normal, condicente com um país civilizado? Alguém me pode dizer qual o país europeu em que isto se passa?

Futebol português

Estou a ver o jogo Santa Clara - Moreirense em diferido, enquanto almoço. Conto os espetadores no estádio: 1, 2, 3, 4, 5, ... 250... 800. Não sei se há quem pense que, num campeonato principal de futebol, é normal este panorama, digno de campeonatos regionais de juvenis.Também não entendo por que razão esta arquitetura futebolística teima em permanecer, como se tratasse de uma inevitabilidade lamentável e vergonhosa. Não há vontade nem coragem política para alterar o que está mal cimentado.

O regresso do futebol

A terceira guerra mundial começou, mas isso é um assunto que desenvolvermos mais terde, ao longo deste telejornal. O futebol regressou (nunca sai, na verdade) às nossas monótonas vidas.

Futebol em Portugal

 Os bárbaros ataques, ocorridos numa rua de Lisboa, de um grupo de pessoas adeptas do Sporting contra outro grupo de pessoas adeptas do Futebol Clube do Porto seria uma boa oportunidade para os responsáveis desses dois clubes se unirem contra este tipo de situações. Obviamente que a polícia vai investigar e os delinquentes pagarão. No entanto, a mensagem de união dos responsáveis maiores dos clubes teria, porventura, um impacto muito maior no futebol português. Infelizmente, o futebol português precisa destes acontecimentos para continuar a sua senda comunicativa, a qual já começou nas televisões, com, por exemplo, a identificação dos adeptos agredidos do Porto como Super Dragões, como se isso fosse importante. Infelizmente, é mesmo importante, na cabecinha desta gente.

La Liga de Naciones

A final da liga das nações é hoje. Realiza-se em Munique, na Alemanha. O presidente da república e o primeiro-ministro vão estar presentes, para dar força a Portugal. O futebol é das poucas atividades profissionais em que a média da massa salarial é equivalente aos restantes trabalhadores europeus do mesmo ofício (desconfio que o mesmo se passa com os cargos políticos). Só não entendo o que estão lá a fazer o primeiro-ministro e o presidente da república. Não bastava um? Ou nenhum?

O futebol português e a indignação de André Villas-Boas

  Não ligo muito ao que se passa no futebol português. E a razão é simples: somos um país "sui generis" na abordagem deste desporto e, por consequência, no desporto em geral. Há, em Portugal, uma vivência do futebol que se pode considerar patológica. Não é normal, por exemplo, 3 clubes amplificarem até 90, 95% dos adeptos e também, eventualmente, das receitas audiovisuais. Isto para não falar na falta de democraticidade da comunicação social face à irrelevância que projetam os clubes, com a exceção dos três grandes. Tudo isto vem a propósito do que ouvi de André Villas-Boas, presidente do Futebol Clube do Porto. Diz então Villas-Boas, entre outras coisas (presumo) que o futebol português não pode continuar a ter jogos com 500 ou 600 pessoas nos estádios a assistir, ou clubes que joguem os seus jogos caseiros a 100 quilómetros da sua sede. Villas-Boas lá saberá, e tem o meu apoio numa eventual luta por uma mudança de paradigma, a qual só poderia acontecer "à bruta", ...