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A mostrar mensagens com a etiqueta União Europeia

A Europa e a guerra

 Se por acaso bastasse ainda alguma prova do algodão para aferir a qualidade dos líderes europeus , a sua reação relativamente ao ataque dos E. U. A. e Israel ao Irão bastaria para uma o dissipação de qualquer dúvida. Soubemos, assim, que o Irão tem de controlar os seus ímpetos retaliatórios. Do mesmo sentido, ver Zelensky aplaudir a ação dos E. U. A. e de Trump também é hilariante.

Acordo de cesdar-fogo em Gaza

O acordo de cessar-fogo acordado em Gaza entre Israel e o Hamas, sob o patrocínio de Donald Trump, tem um vencedor, que é a diplomacia. A diplomacia ganha guerras. Só é pena que a União Europeia de António Costa e Úrsula von der Leyen e Kallas não entenda essa premissa.

Os belicistas

  Qualquer episódio, por mais calendarizado que seja, é motivo para a edificação argumentária de um edifício bélico. As hostes europeias salivam. Querem uma guerra. Tentam, a todo o custo, convencer o presidente dos E. U. A., desejando que, um dia, ele acorde com ideias luminosas parecidas com as que por cá se vão apelando. A Rússia só conhece a força, dizem muitos dos nossos especialistas. Deve ser por isso que cortaram os canais diplomáticos .

Os drones perdidos no "mainstream"

 Primeiro, foram 18 ou 19 drones de reconhecimento que aterraram na Polónia . Depressa se levantaram argumentos a favor de uma afrontação russa , uma avaliação clara do potencial defensivo da NATO , através da Polónia. A narrativa da União Europeia , ávida destes constrangimentos, colocou, de imediato, os seus líderes a repetirem a mesma coisa, que se resume, afinal, na mensagem " Europe under attack ". A Rússia , é certo, não clarificou a presença destes drones, limitando-se a negar a sua intenção ofensiva para com a Polónia, para com a NATO. Hoje foi a vez da Roménia : 1 ou 2 drones russos sobrevoaram no país. Por conseguinte, a Europa está, outra vez, sob ataque russo. Gostaria de saber o seguinte: a Rússia quer mesmo atacar a Europa? Para quê? Afinal, a Rússia está assim tão emponderada (militarmente, economicamente) que lhe permite uma década de guerra, com um conjunto de países, incluindo os EUA ? Não haverá aqui uma posição intempestiva (e, de certo modo, cómoda) da Eu...

Europa under attack

Ah!, finalmente umas bombazitas caíram na Polónia! São os russos, obviamente, a testarem as defesas da Europa! A Úrsula, Kallas, Rutte, Costa, entre outros prodígios da arte da  guerra bem avisaram. E também os nossos incansáveis comentadores televisivos. Desculpem lá.

União Europeia e a guerra da Ucrãnia

  Não sei se a guerra na Ucrânia caminha para um fim. Tudo indica que sim, que Trump , na sua (legítima, porque não!) ânsia de engavetar o prémio Nobel da Paz tudo irá fazer para que a sua voz consiga alcançar os ecos desejados perante Vladimir Putin . Mas sei que a União Europeia não teve arte nem engenho para se posicionar no lugar que lhe competia, ou seja, o espaço da diplomacia , da paz . Optou pelo oposto: uma linguagem excessivamente bélica , excessivamente russófoba , que, de sanção em sanção, se autoagrilhoou nos seus propósitos punitivos. Não conseguiu, portanto, sair desse redil. As vozes dissonantes eram logo acusadas de russófilas , amigas de Putin. É o caso, por exemplo, de Viktor Orbán , primeiro-ministro húngaro. Pode-se não gostar da personagem e as razões para isso existem, mas o histórico de Orbán neste assunto foi, de longe, comparativamente aos seus homólogos, o mais harmonioso e, por isso, o mais consentâneo com o resultado final que se vai exalar na " con...

O acordo comercial entre a UE e os EUA

Está União Europeia é esquisita. Úrsula vai a Washington, faz um acordo comercial que é criticado por alguns responsáveis nacionais, elogiados por outros. Não sabia que Úrsula Von der Leyen tinha luz verde para, em nome da União Europeia, negociar acordos comerciais que impliquem, diretamente, as economias dos respetivos países. À parte disto, parece mesmo que Trump é um belíssimo presidente para uma empresa chamada EUA.

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?

Kaja Kallas ou a União Europeia?

"Deixamos bem claro que não queremos nenhum país candidato a participar nos eventos de 9 de maio em Moscovo" (Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia). Esta senhora é quem, oficialmente, representa a União Europeia. O dia 9 de maio é o dia em que a Rússia comemora o seu dia da vitória sobre a Alemanha Nazi (9 de maio de 1945, fim da Grande Guerra Patriótica, assim denominado na Rússia e em outros estados pós-soviéticos). Não será excessivo afirmar que a própria existência da União Europeia se deve à ação e dos soldados russos que regressaram vivos e mutilados, mas também dos milhões que morreram no campo de batalha nessa Grande Guerra Patriótica. A União Europeia é, atualmente, o espaço do radicalismo. Seria muito, mas muito interessante se Donald Trump estivesse presente.

As individualidades europeias

 Não se consegue entender o discurso tubular dos líderes europeus a respeito da guerra da Ucrânia. Na verdade, autoexcluem-se de uma posição de negociação entre as partes. Tudo porque quando abrem a boca só têm uma mensagem: mais não sei quantos mil milhões de euros para o esforço de guerra. Daí que passem longos dia sem abrir a boca. Como tudo isto é possível?!…

As "guerras" e a União Europeia

Nestas duas guerras proclamadas, há uma que não é, verdadeiramente, umas guerra. Na verdade, o que se passa com a aposta da administração republicana dos EUA em revolucionar o comércio internacional através da radical alteração das regulações tarifárias não se compara ao que se passa na Ucrânia. De qualquer modo, existe uma relação confrontacional entre diversas partes, entre as quais a União Europeia. Ora, é precisava neste ponto que podemos classificar a hipocrisia dos mandantes da União Europeia. No conflito bélico, onde morrem diariamente pessoas, optam pela aposta nas continuação da guerra; no conflito comercial com os EUA, a aposta é direcionada para a diplomacia.

A Ucrânia, a Rússia, Israel, União Europeia: a coerência

As guerras entre a Ucrânia e a Rússia e entre Israel e... (de difícil definição) continuam numa espécie de velocidade de cruzeiro. As tentativas de paz morrem praticamente à nascença porque os argumentos apresentados são simplistas e similares. De um lado: defende-se que tudo começou com a invasão da Rússia à Ucrânia; do outro, a defesa é semelhante: tudo começou com o ataque terrorista do Hamas ao colonato israelita na faixa de Gaza. No meio deste argumentário temos a União Europeia: apoia a continuação da guerra com a Rússia e, silenciosa e subliminarmente, parece apoiar o genocídio que Israel está a levar a cabo na Palestina. A premissa é, assim, a mesma - a origem das guerras: 22 de fevereiro de 2022 e 7 de outubro de 2023 embora, como todos sabem, esta premissa está, tanto de um lado como do outro, erradamente balizada no tempo. Existe, todavia, uma diferença na postura da UE, a qual diz respeito ao armamento enviado para a Ucrânia e a ausência de envio para Israel. No entanto, es...

Guerra comercial

Posiciono-me exatamente na mesma como faço relativamente à outra guerra, bem mais perigosa: independentemente do Trump ser isso e ser aquilo e mais isso e aquilo, as suas razões devem ser motivo de análise e reflexão, isto é, qual o histórico desta contenda? Há validade no argumentário exposto? Trump acordou um dia e resolveu iniciar esta guerra, tal como fez Putin, como se expande na comunicação social ocidental?  É também interessante verificar que a União Europeia toma, neste relação belicosa, uma atitude bem mais diplomática do que a que tem com a Federação Russa.

Kit de emergência para sobreviver 72 horas a ataques russos

Eu já comprei meia dúzia - sai mais barato. São alemães, são bons. E têm o carimbo da União Europeia. São, especialmente, anti-russos. Os "made in China" também andam já por ai. Aquelas senhoras que pastoreiam a governança europeia também já os adquiram. Parece que só falta o António Costa. (Resisti à tentação de colocar aqui um meme... Conjugava bem).

Ajuda militar: para quê?

Gostaria que alguém me explicasse ou então que algum jornalista questionasse os líderes europeus sobre o seguinte: para quê a ajuda militar à Ucrânia? Qual o objetivo? A Ucrânia pode ganhar a guerra? As ajudas militares têm uma lógica própria: vencer a guerra do ponto de vista militar. Caso contrário, é simplesmente dinheiro deitado fora. Alguém no seu perfeito juízo pensa que a Ucrânia vai expulsar a Rússia do território conquistado? Ou então alguém pensa, no seu perfeito juízo, que a Rússia vai ser vencida por desgaste prolongado no tempo? Ou então alguém ainda pensa, no seu perfeito juízo, que a economia russa vai colapsar ao ponto de acenar com a bandeirinha branca?

As coligações dos dispostos

  Vale a pena olhar para a coreografia das cimeiras europeias sobre a ajuda à Ucrânia, "as long as it takes". Ora vemos os sorrisos bem-dispostos de todos, sem exceção (riem-se de quê?!...), ora as palmadinhas nas costas do anfitrião, que varia entre Macron e Starmer, sendo o primeiro mais explosivo, ora o aperto de mão à Marcelo por parte de António Costa (chama-se a isto aprendizagem por observação e imitação), ora Montenegro a tentar ser como os outros (e consegue, sem grandes dificuldades), ora todos a sentirem-se na obrigação de acarinhar Zelensky ("as long as it takes"). É, assim, neste teatro dos sonhos, que vivemos. Qualquer dia ainda veremos os EUA e a Rússia aliarem-se para combater a terrível e auspiciosa Europa.

Reação devastadora

É interessante verificar como este léxico de guerra amarrou nas cabecinhas desta gente. Até agora, só as verdadeiras grandes potências militares se permitiam falar assim. Habituamo-nos a ouvir os vários presidentes dos EUA, os presidentes da Rússia e da China a falar em inferno, morto ou vivo, em arrasar, e outras virtudes lexicais similares. Mas agora é o próprio Mark Rutte, secretário-geral da NATO, no seguimento da linha orientadora da UE (por onde andas, António Costa!...), em que a alemã Ursula Gertrud von der Leyen é uma digna representante, a abordar a coisa nos seguintes modos: "A nossa reação será devastadora", recebendo o aplauso imediato de Donald Tusk, primeiro-ministro da democratíssima Polónia. A reação devastadora enfatizada por Rutte será para com a Federação Russa, numa guerra, aparentemente, já declarada. Afinal, não vamos todos adquirir um kit de sobrevivência não sei para quantos dias, segundo a comissária-mor da UE? Alguém poderia explicar a esta gente qu...

À Alemanha

Parece que entendi: em paralelo com a aposta conjunta da União Europeia em defesa (ou projetos de defesa, pois parece-me que os projetos já estão espantosamente elaborados), a Alemanha vai investir, durante um período considerável de tempo (12 anos), quantias fabulosas na sua indústria de defesa. Obviamente, a Alemanha não pode ficar atrás dos outros países. A outra Europa, agora tão estruturalmente precavida, vive bem com estas aspirações. Um dia, com os paióis a abarrotar, acordaremos com um Adolfo da AFD na chancelaria. Será talvez nesse dia que negociaremos com o terrível Adamastor que vive perto de nós e que, uma dia, nos idos de quarenta do século passado, ajudou a salvar esta bela Europa da barbárie nazi.

A Europa, a União Europeia

 No decurso do após a Segunda Guerra Mundial, o papel da Europa no mundo, enquanto bloco em construção, sempre foi pautado pela aposta no diálogo e na diplomacia.  A União Europeia é, neste pressuposto, o exemplo acabado dessa aposta: um espaço de diálogo entre as nações, uma espécie de nações unidas europeia, alargando o seu campo de ação para a união e o desenvolvimento económicos. A mensagem belicista estava, geralmente, a cargo de outros, bem mais capazes neste campo. Este panorama foi possível durar porque existiam pessoas com verdadeiras competências de liderança política, onde o primado estava sempre na dignidade do ser humano, em que a guerra, enquanto aposta na resolução de conflitos, só seria equacionada quando se esgotassem, radicalmente, todas as hipóteses diplomáticas. Não é isso que acontece nos nossos dias. De repente, acordamos e vemos a Europa e a União Europeia a cortarem os canais diplomáticos com a Rússia, país com o qual teremos de estar sempre ligados, po...

A conjuntura da Europa

A União Europeia, de repente, alargou-se ao Reino Unido na corrida a liderança da Europa. Esta corrida entre Macron e Starmer, nas suas ânsias de protagonismo e vaidade, faz-me lembrar aquilo que se costuma dizer dos campeonatos europeus de futebol: no fim, ganha a Alemanha. E é esta vitória da Alemanha que, a meu ver, se pode tornar, digamos, menos conveniente.