Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta António José Seguro

O segredo das conversas ou conversas secretas

  Estamos habituados a ouvir os dois principais responsáveis políticos do país escudarem-se no miraculoso argumento de o primeiro-ministro sabe o que eu penso. O contrário é também válido. Acontece que esta estratégia tem mais a ver com cobardia política do que dever institucional. Os portugueses devem saber o que pensa o presidente da República sobre, por exemplo, os anedóticos casos que assolam os ministérios da administração interna e da educação, assim como o extraordinário arrombamento do gabinete do Chega . A República (é isso que interessa) merece essa abertura. Estou em crer (já o escrevi) que António José Seguro espelha bem o que não deve ser um Presidente da República: vazio, autoelogioso e autoproclamadamente vigilante, segredista. Luís Montenegro , o primeiro-ministro mais chico-esperto que tivemos até hoje, agradece.

Bugalho

  Sebastião Bugalho não é único no que diz respeito aquela categoria de políticos que, desde os cinco ou seis anos, parecem ambicionar um amadurecimento precoce, na ordem dos dez ou quinze anos, ou mesmo trinta ou quarenta. Sebastião Bugalho disse, há tempos, perante as câmeras da televisão que esperava que o seu médico não tivesse a ver isto. Ora, o "isto" era o Bugalho com um copo de uma qualquer bebida alcoólica na mão. Lembro-me também de um político, há já muito tempo, que agora exerce altas funções de  estado, afirmar, perante as câmeras de televisão, que era altura de descansar indeterminadamente das suas extenuantes funções políticas. Teria a idade de Bugalho. Pois bem, arrisco, então, um exercício de futurologia para este Bugalho: andará pelo PSD , concorrerá a líder do partido, atravessará um conveniente deserto político e surgirá candidato a presidente da República. Adivinharam: Bugalho é o António José Seguro  do PSD, com as devidas diferenças, apesar de...

A preciosidade de ser português

  Não se consegue compreender, do ponto de vista humanitário e prospetivo, a rigidez que a nova lei da nacionalidade traz para os que querem nacionalizar-se e não são Abramovitches. Temos um problema demográfico e uma assimetria territorial preocupantes. O repovoamento homogéneo do território continental português precisa de ser empreendido. Perante isto, o que faz este extraordinário governo? Dificulta a naturalização de pessoas que escolheram Portugal para uma existência condigna. Ser português, dizem os demagogos conservadores, não é para qualquer um. É necessário dominar a língua, a cultura, etc. Claro que sim. Eu conheço muitos portugueses (de bem, puros, como diria o Chega e o CDS-PP ) que não se enquadram nestes dois pressupostos, por exemplo. Para além disso (lá está: o enquadramento cultural do que é ser português), esta gente não sabe o que foi a nossa epopeia migratória para  o Brasil e para a Europa civilizada. De epopeia só sabem que existe uma coisa chama...

Vitória

  Ganhou Seguro, claro. O outro candidato, de seu nome André Ventura , jamais terá hipótese de vencer umas eleições presidenciais . E ainda bem. Ganhou o politicamente correto , o candidato que irá dizer, milhares de vezes, o que os portugueses querem... é estabilidade... não é o tempo de o presidente falar... etc.. etc.... etc. Viveremos então, provavelmente pela primeira vez na nossa democracia , um pouco sistematicamente assustados, sem uma boia nesta jangada que é, de facto, totalmente feita de pedra.

Os portugueses conhecem-me

Pois é: já só faltava, nestas tristezas presidenciais, o slogan "Os portugueses conhecem-me". O génio, desta vez, foi o previsível António José Seguro , o futuro Presidente da República. Tudo como dantes, no quartel general de Abrantes . Do mal o menos.

António josé Seguro

 António José Seguro só tem uma coisa a fazer: deixar de ser um putativo a putativo candidato do PS. Explicando: à parte dos habituais encómios dirigidos ao ex-líder socialista , que são usuais nestas ocasiões de serviço à pátria, Seguro é, neste momento (sempre foi, na verdade, desde que se alcandorou em candidato presidencial), mais um fator de desestabilização do Partido Socialista. Ou o partido arranja um candidato a sério, para ganhar (o único mais à mão é mesmo António Vitorino), ou é melhor fazer como o Chega: ausentar-se. Aliás, para o PS, já não seria a primeira vez. Adenda: pronto! António josé Seguro não foi a tempo de ler esta minha humilde reflexão: o homem vai mesmo candidatar-se a presidente da República. Está no seu direito. Seguro estará a fiar-se no "bom senso e sabedoria do povo português" (expressão automatizada usada por todos os candidatos presentes, passados e futuros). Li esta sua frase, retirada do anúncio presidencial: "O que nos falta não é ape...