Estou cada vez mais convencido de que a política e os homens políticos de hoje caracterizam-se mais pela mesquinhez, pela humanidade rasteira, pelas decisões potencial e pessoalmente vantajosas do que por aquilo que a verdadeira política representa. Os homens políticos de outrora nada têm a ver com esta gente que governa a Europa. Dito de outro modo, os seus defeitos e limitações eram inexoravelmente diferentes. E o que é pior, no meio disto tudo, é que são precisamente estas idiossincrasias que atraem os jovens para a política. Seguro, Passos Coelho, António Costa, Montenegro, entre outros foram os primeiros destes jovens. Portugal, neste contexto, é só mais um.
Celebrar a (re)entrada para membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU como uma vitória do atual executivo é uma hipocrisia. Esta reentrada deve-se, fundamentalmente, ao trabalho contínuo e sem sobressaltos da diplomacia portuguesa . Com efeito, temos, na visibilidade externa, uma apreciação de um país que não levanta "muitas ondas" nas questões mais fraturantes como, por exemplo, as guerras no Médio Oriente e na Ucrânia, um país silencioso, abocanhado por uma obsessão provinciana e pouca digna de responsabilidade institucional relativamente aos "nosso aliados". Neste contexto, PSD e PS não diferem. Daí que esta vitória (a forma futebolisticamente vitoriosa como Portugal e a Áustria festejaram, na Assembleia das Nações Unidas, a entrada para o Conselho de Segurança, diz muito sobre os tempos e os lideres que correm) se deva, fundamentalmente, a estes dois partidos. Escusam, pois, Rangel e Montenegro de navegar nestas águas de "mais uma vitór...