Ontem, a propósito do presumível acordo de paz entre o Irão e Estados Unidos da América , as televisões fizeram um "non-stop" do comentário. O resultado foi deslumbrante, irónico, ridículo: horas a comentar o nada, pois nada sabiam do que estavam a comentar. E não sabiam porque não tinham como saber: nada ainda tinha saído, a não ser o enésimo post de Donald Trump . Hoje, a saga continua: os comentadores voltam atacar. Ontem, o resistente foi Azeredo Lopes , ex-ministro da defesa.
Entramos já no período em que o país para, literalmente. Deixa de haver mundo, ou melhor, este reduz-se à seleção portuguesa de futebol e tudo o que gravita em seu redor. Como não podia deixar de ser, o nosso Presidente da República, entusiasmado e legitimado pelo voto popular em eleições, fazendo proveitoso uso das suas altas competências e fragilidades, lá realçou o orgulho que sentimos por tal demanda, pois o sonho torna-se realidade e que os "portugueses merecem", acabando com um "vamos com tudo, muito obrigado". Depois, o nosso maior orgulho patriótico, capitão da seleção portuguesa de futebol, lá lhe ofereceu uma camisola autografada por todos os jogadores da seleção nacional com o nome Seguro nas costas. Tenho a ligeira impressão que a coisa se vai repetir, mas desta vez o nome nas costas da camisola será Montenegro.