Parece que é Lampedusa o autor da célebre premissa "é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma". No caso do pré-acordo de paz assinado entre os EUA e o Irão não se chegou sequer à primeira parte da ideia vinculada na frase. Obviamente que não é isso que pensarão os familiares das vítimas.
Não sei bem de onde ou quando surgiu esta adição, mas habituaram-nos, as televisões fundamentalmente, a uma linha de comentário terrivelmente disparatado. O futebol foi, talvez, o culpado. Dá audiência, pelos vistos, ouvir os especialistas de tudo. Seguir os jogos deste campeonato do mundo pelas televisões generalistas é uma caricatura. Os tipos são uma espécie de cientistas da bola. Dizem coisas quem nem ao diabo lembra. E não se calam! Segue-se, depois, o "pós-match". Horas e horas de ciência futebolística.