Podemos criticar as opções estéticas de Trump nas suas publicações nas redes sociais, quando, por exemplo, utiliza uma determinada iconografia de Jesus Cristo . Ou quando nos aparece com aqueles engraçados bonés a encimar uma curiosa cabeleireira estranhamente amarela. O que não podemos, a meu ver, é indignarmo-nos com supostas ofensas (Trump ofendeu não sei quantos milhões de católicos, como se sublinha, repetida e ostensivamente, na imprensa) a um grupo de pessoas que, por maior e importante que seja, professa uma determinada fé religiosa. Chama-se a isso liberdade de expressão , como António , no Expresso , há largos anos, mostrou ao mundo.
De repente, os debates são notícia. Apareceu-me no computador, através do programa do Ricardo Araújo Pereira, esta pérola , um debate entre um deputado do Chega, outro do PS e ainda outro, aparentemente, do PSD. Fiquei siderado. Não sei qual as ordens que a jornalista recebia no seu auricular. Não foi, decerto, a ameaça ao deputado do Chega no sentido de, a continuar o descalabro vocabular, chamaria o segurança para o pôr a andar dali para fora.