Mohammed bin Salman , o príncipe herdeiro saudita e, como sabemos, exemplo democrático de excelência, vê nesta guerra, iniciada por Trump e Israel ,uma oportunidade de renovar, remodelar o Médio Oriente , isto é, obliterar, seguindo o vocabulário trumpiano, o Irão . É sempre interessante ouvir estes paladinos humanistas para nos situamos e perceber melhor a hipocrisia reinante nas esferas do poder ocidental . Da mesmo forma que temos sempre a obrigação ética e moral de, nas televisões (a multidão ululante que por lá anda) afirmar a condenação veemente do regime iraniano , calamo-nos quando nos aparecem à frente estes senhores, que também andam de turbante e de saias, possuidores de um currículo com amostras tão ricas e pedagógicas como, por exemplo, o esquartejamento de jornalistas.
Já aqui referi que há países e países. Uns são países, digamos, normais; outros são as superpotências . Esta asserção não me agrada, obviamente. Deveria ser tudo de acordo com a Carta das Nações Unidas , na qual as nações não se medem aos palmos. Acontece que não é assim em lado nenhum, nem mesmo na União Europeia . Aqui os países proclamam-se todos iguais, mas há uns mais iguais do que outros, como sabemos. Por isso é que as chamadas superpotências se alinham numa espécie de regime à parte. Vejamos os casos destas duas guerras. Em ambas foi evocada, por parte quer dos Estados Unidos , quer da Rússia , uma premissa: a segurança do país. Nos dois casos, este fundamento é, obviamente, sujeito a uma reflexão, por parte da maioria dos homens e mulheres de boa vontade (da própria Nações Unidas), a qual terá de ser negativa: a guerra não é a resposta. Acontece que tanto a Rússia, como os Estados Unidos como a China são superpotências e a linha orientadora destes países, designadament...