Será mesmo possível? Nada melhor que uma notícia destas para morrer na praia.
A política perde quando os seus principais intervenientes navegam em casos dúbios como o que se passa com Luís Neves . No entanto, perde ainda mais quando, no partido que suporta o governo, não se ver ninguém com um discurso que esteja no lugar certo. E o lugar certo, neste caso em particular, é só um: não é tolerável a arrogância do ministro da Administração Interna quando afirma que só dará explicações quando ele bem entender. Esta arrogância é acompanhada, sem surpresa, pelo primeiro-ministro . Acontece que o PSD não se pode comportar, do ponto de vista ético, como o Chega . Infelizmente, com a retórica vazia dos diversos dirigentes do partido, na tentativa de arranjarem uma explicação plausível para este imbróglio , o que se verifica é que este PSD, reformulado por Passos Coelho , é, na verdade, outro partido.