Celebrar a (re)entrada para membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU como uma vitória do atual executivo é uma hipocrisia. Esta reentrada deve-se, fundamentalmente, ao trabalho contínuo e sem sobressaltos da diplomacia portuguesa . Com efeito, temos, na visibilidade externa, uma apreciação de um país que não levanta "muitas ondas" nas questões mais fraturantes como, por exemplo, as guerras no Médio Oriente e na Ucrânia, um país silencioso, abocanhado por uma obsessão provinciana e pouca digna de responsabilidade institucional relativamente aos "nosso aliados". Neste contexto, PSD e PS não diferem. Daí que esta vitória (a forma futebolisticamente vitoriosa como Portugal e a Áustria festejaram, na Assembleia das Nações Unidas, a entrada para o Conselho de Segurança, diz muito sobre os tempos e os lideres que correm) se deva, fundamentalmente, a estes dois partidos. Escusam, pois, Rangel e Montenegro de navegar nestas águas de "mais uma vitór...
Admito que o defeito possa ser exclusivamente meu, mas quando vejo as sazonais campanhas do Banco Alimentar contra a Fome e, principalmente, o destaque dado pelas televisões e as declarações não só dos responsáveis, mas também de jovenzitos muito bem amanhados nas suas organizadíssimas cabeleiras, não consigo deixar de sentir um inefável esgar de repúdio e hipocrisia. Mas o defeito será, como disse, meu.