Segui, no carro, os discursos na Assembleia da República da tomada de posse do novo presidente. Aguiar Branco habituou-nos a uma boa retórica discursiva, fugindo, pelo tom, levemente, ao rigor institucional que a ocasião exige. Está, por isso, de parabéns. O que dizer de António José Seguro , na sua primeira intervenção enquanto Presidente? Pouco. Lá se esforçou e citou Hobbes , Jorge de Sena , Gonçalo M. Tavares e Camões . Faltou Sophia , para compor o ramalhete. Depois, foi a ideia da estabilidade e dos três anos e meio que temos pela frente sem eleições , uma oportunidade praticamente histórica, segundo o seu ponto de vista, para desencalhar Portugal do cais da amargura em que vive. Outra novidade: não é por o orçamento cair que que haverá espaço para a convocação de eleições. Questiono-me: o que têm estes paladinos da democracia contra as eleições? Serão estas sinónimos de estagnação? Olhemos para outros países europeus, bem mais à frente do que nós. Há os que são chama...
É singelamente curioso que, na multidão de especialistas sobre as cousas das guerras que norteiam a Rússia e a Ucrânia , Israel , Estados Unidos e o Irão não haja quem repita até à exaustão que estamos perante um estado agressor e um estado que foi agredido . Reformulo: este argumento é repetido relativamente à Rússia; é dispensado no que aos Estados Unidos diz respeito.