Parece que a corrupção se encontra endemicamente presente na sociedade ucraniana e, consequentemente, os altos e menos altos cargos políticos não escapam a esse flagelo. Há dias, foi demitido o procurador-geral do país . Antes dele, outros foram demitidos, demitiram-se ou simplesmente desapareceram. Enquanto isso, o país continua a receber milhares de milhões de euros. Vai ser interessante verificar, "at the end of the day", quantos corruptos se tornaram milionários à custa destas injeções de euros que Zelensky , periodicamente, reclama dos seus amigos europeus. A história far-se-á, indubitavelmente, sem emoções. E, nessa altura, verificaremos, também, que deveríamos olhar, imparcialmente, para o lado russo . É isso que não conseguimos fazer agora.
A pergunta é legítima, como legitimas são outras em sentido diferente. O assunto é a guerra que se trava na Ucrânia . Inquieta-me a facilidade pueril com que se mete achas para a fogueira. Ora é o drone russo que não explodiu no aeroporto de Leipzig , ora é o ataque ao comboio junto à fronteira polaca , que permitiu a Boris Johnson aparecer nos media internacionais, ora são os drones russos que andam por aí a voar, etc. Em tudo isto, há um denominador comum: a Rússia quer testar a NATO . Ninguém se questiona: quer testar a NATO para quê? Custa-me a crer que a narrativa de que Putin , montado no seu cavalo branco, tem um objetivo imperialista que tem a Europa como foco ainda venda. Pelos vistos, vende, e bem, se tivermos em linha de conta os nossos esforçados comentadores, os quais, quando se trata de comentar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia , têm sempre o cuidado de tomar uma claríssima posição a favor da Ucrânia.