Nada como a vivência da finitude para experienciarmos a virtude da humildade. Vi ontem Ronaldo na conferência de imprensa que é usual antes dos jogos. Vi e gostei. Pela primeira vez, Ronaldo (que nunca foi um dos melhores jogadores da história do futebol, mas antes um dos melhores finalizadores, o que já é extraordinário), teve um discurso em que a sua inteligente e laboriosamente trabalhada marca institucional (chamemos-lhe CR7 ) se miscigenou com o ser humano que nunca deixou de o ser. Já dera sinais dentro do campo quando, por exemplo, festejou com honesto júbilo o golo de livre direto marcado por um seu colega de equipa, livre que, naturalmente, lhe pertencia marcar. Eu nunca fui adepto da marca Ronaldo, muito por culpa do nosso provincianismo, demasiadamente potenciado por inúteis comentadores. Porém, sempre admirei a inteligência de Cristiano Ronaldo , designadamente no modo como geriu uma carreira futebolística extraordinária. E ontem, mais uma vez, ela veio ao de cima.
O lançamento da plataforma de Inteligência Artificial totalmente portuguesa foi comunicado com legítimo regozijo por parte do primeiro-ministro. Acabei de ver, num dos telejornais, exemplos caricatos de respostas feitas ao Amália . Este governo, no deslumbramento e nos argumentos justificativos que, criativamente, evoca, faz lembrar, cada vez mais, o XVI Governo Constitucional , liderado por um tal Santana Lopes .