Estreou há dias um musical que pretende satirizar o calvário judicial que josé Sócrates , ex-primeiro-ministro de Portugal, tem passado ao longo de mais de uma década. O calvário não é só de José Sócrates: é também da justiça portuguesa . O melhor povo do mundo, segundo os nossos presidentes da república (o último e o atual) está habituado a comer palha, pelo menos a maioria. E, quando se dá palha e se gosta de palha, come-se, por habituação, palha. E, desgraçadamente, habituamo-nos à palha, não querendo mesmo outra variedade alimentícia. Daí que os filões destes reis da comédia, numa linha que vem da antiga revista à portuguesa (à portuguesa, pois claro), passando pelo farolista La Féria e acabando em espertalhonas equipas criativas que alevantaram o musical " Sr. Engenheiro - alegadamente um musical " (os espertalhões têm nome: Henrique Dias e Rui Melo ) passem, desavergonhadamente, por cima de alguém que está a ser, presentemente, julgado nos tribunais. O protagonista ...
Mohammed bin Salman , o príncipe herdeiro saudita e, como sabemos, exemplo democrático de excelência, vê nesta guerra, iniciada por Trump e Israel ,uma oportunidade de renovar, remodelar o Médio Oriente , isto é, obliterar, seguindo o vocabulário trumpiano, o Irão . É sempre interessante ouvir estes paladinos humanistas para nos situamos e perceber melhor a hipocrisia reinante nas esferas do poder ocidental . Da mesmo forma que temos sempre a obrigação ética e moral de, nas televisões (a multidão ululante que por lá anda) afirmar a condenação veemente do regime iraniano , calamo-nos quando nos aparecem à frente estes senhores, que também andam de turbante e de saias, possuidores de um currículo com amostras tão ricas e pedagógicas como, por exemplo, o esquartejamento de jornalistas.