Não deixa de ser anedótico ouvir e ver Leitão Amaro criticar a coreografia dos partidos da oposição a respeito da crise desencadeada por Luís Neves . É que permanece ainda na nossa memória o filme produzido pelo ministro da Presidência, no qual se revela uma personalidade profundamente egocêntrica, plasmado num cómico desenho fílmico.
Têm-nos vendido a ideia de que Putin e a Rússia são o diabo e os outros - nós e a adotada Ucrânia - são os paladinos da verdade e da justiça. Os maus querem pôr-nos à prova; os bons defendem-se do ataques híbridos daqueles. Podemos, claro, olhar desta maneira para a guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Se não tivermos capacidade de analisar criticamente os acontecimentos pretéritos e presentes, agarramo-nos devotamente á narrativa que os nossos lideres europeus propagandeiam. E é este viver acriticamente que não nos permite, por exemplo, analisar as ações da Ucrânia relativamente à chamada e acusatória guerra híbrida. Alguns exemplos: Nord Stream, atentados à bomba (carros, cafés...), desinformação, interferência externa...