O CDS é um partido que (já) não existe. Não vale a pena fazer a cronologia do partido fundado por Freitas do Amaral e por Adelino Amaro da Costa. O que resta são tipos como o ministro da defesa nacional, de seu nome Nuno Melo, que defendeu o seguinte, a respeito das manifestações que ocorrem nas principais cidades do país (e um pouco por toda a Europa): "quem aparecia de porta-voz de movimentos era alguém que não tinha nascido em Portugal, falava com sotaque brasileiro, falava com sotaques de outras paragens". Por que razão não segue o CDS-PP o caminho lógico que seria aglutinar-se no Chega e deixar de construir ridiculamente a imagem do partido decente à direita do PSD?
O sentido da frase que titula este post é verdadeira e remete para o período da Troika, no tempo em que Passos Coelho era primeiro-ministro e Luís Montenegro líder da oposição. Presumo que a autoria da frase seja mesmo de Montenegro. E também presumo que o atual primeiro-ministro continue a acreditar na premissa que a frase encerra. De facto, a comunicação social não tem sido recatada na expansão dos dados macroeconómicos do país. Vivemos em superávits quase permanentes, orgulhosamente a trilhar um caminho no qual o país será apanágio referencial de toda a Europa, de todo o mundo. O país é, definitivamente, um bom aluno, ideia calcada por Cavaco Silva, uma espécie de referência sagrada nesta matéria. António Costa, mais um governante que optou por um pouso dourado na União Europeia, não fugiu à regra, ao ponto de deixar o país mergulhado em superávits que Montenegro proveitosamente acarinhou. Por tudo isto, Montenegro continua a não ter razão: o país não está melhor!