O último ataque israelita ao Líbano fez mais de 200 mortos e 1000 feridos. Israel é, segundo o que nós por cá dizemos, uma democracia, a única no Médio Oriente. Sempre pensei que uma democracia assentava em valores basilares como o respeito pelos direitos humanos preconizado, por exemplo, entre outros documentos, pela " Carta das Nações Unidas ". Do mesmo modo, sempre pensei que as democracias, as que temos por cá, rejeitavam inexoravelmente qualquer tipo excessivo de ataques no âmbito de operações militares. Isso é o que eu sempre pensei. Nos dias que correm, ou, se preferirem, "at the end of the day", no que concerne ao respeito pela vida humana, não sei a diferença entre democracia, autocracia e ditadura. E nós por cá temos contribuído muito para esta amálgama.
Estreou há dias um musical que pretende satirizar o calvário judicial que josé Sócrates , ex-primeiro-ministro de Portugal, tem passado ao longo de mais de uma década. O calvário não é só de José Sócrates: é também da justiça portuguesa . O melhor povo do mundo, segundo os nossos presidentes da república (o último e o atual) está habituado a comer palha, pelo menos a maioria. E, quando se dá palha e se gosta de palha, come-se, por habituação, palha. E, desgraçadamente, habituamo-nos à palha, não querendo mesmo outra variedade alimentícia. Daí que os filões destes reis da comédia, numa linha que vem da antiga revista à portuguesa (à portuguesa, pois claro), passando pelo farolista La Féria e acabando em espertalhonas equipas criativas que alevantaram o musical " Sr. Engenheiro - alegadamente um musical " (os espertalhões têm nome: Henrique Dias e Rui Melo ) passem, desavergonhadamente, por cima de alguém que está a ser, presentemente, julgado nos tribunais. O protagonista ...