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A mostrar mensagens com a etiqueta Guerra Ucrânia-Rússia

União Europeia e a guerra da Ucrãnia

  Não sei se a guerra na Ucrânia caminha para um fim. Tudo indica que sim, que Trump , na sua (legítima, porque não!) ânsia de engavetar o prémio Nobel da Paz tudo irá fazer para que a sua voz consiga alcançar os ecos desejados perante Vladimir Putin . Mas sei que a União Europeia não teve arte nem engenho para se posicionar no lugar que lhe competia, ou seja, o espaço da diplomacia , da paz . Optou pelo oposto: uma linguagem excessivamente bélica , excessivamente russófoba , que, de sanção em sanção, se autoagrilhoou nos seus propósitos punitivos. Não conseguiu, portanto, sair desse redil. As vozes dissonantes eram logo acusadas de russófilas , amigas de Putin. É o caso, por exemplo, de Viktor Orbán , primeiro-ministro húngaro. Pode-se não gostar da personagem e as razões para isso existem, mas o histórico de Orbán neste assunto foi, de longe, comparativamente aos seus homólogos, o mais harmonioso e, por isso, o mais consentâneo com o resultado final que se vai exalar na " con...

A casa da partida russo-ucraniana

  A guerra entre  a Rússia e a Ucrânia é seguida, nas nossas televisões, com curiosidade mórbida. Aplaudem-se os ataques ucranianos, elaborando-se, de imediato, teses mirabolantes sobre a capacidade tecnológica e militar da Ucrânia. Nunca, quase nunca se reflete na resposta da Rússia a esses ataques. E ela vem, inevitavelmente, pausadamente, destrutivamente. Volta-se, depois, ao mesmo: a Rússia não quer a paz, Trump perde a paciência, Friedrich Merz, Macron e Starmer, com o apêndice Zelensky, reúnem-se, de novo. E, de novo, se ergue a voz da Europa, a voz da razão, da paz, da hipocrisia.

Ucrânia under attack (2)

 As imagens repetidas até à exaustão do ataque russo a Sumy têm só um motivo: potenciar o agravamento da guerra através do seu alargamento aos países da Europa. É assustador vermos Trump como o lado racional nesta contenda. Olho para Kallas, Ursula Von der Leyen, Annalena Baerbock (têm sido as mais intervenientes, ultimamente) e o que vejo são três mulheres que não fazem ideia nenhuma do que poderá ser uma guerra nuclear. Arranjem um kit para 72 horas de isolamento na despensa lá de casa!...

Ucrânia under attack

 Um dos (grandes, enormes) motivos porque uma guerra é terrível tem a ver com as chamadas baixas colaterais. Para além disso, há também as baixas militares, as quais, são, na sua maioria, seres humanos jovens e a destruição que provoca (cidades inteirais arrasadas, por exemplo). Daí que a guerra obedeça a regras deontológicas que podem resultar em crimes de guerra. Desde cedo que esta narrativa foi criada em redor da Federação Russa e de Putin. Estou em crer que não têm existido razões válidas para esta acusação. Mais uma vez, com o ataque de ontem à cidade de Sumy, a Federação Russa foi acusada de insistir em ataques contra alvos civis, o que configura, como sabemos, crimes de guerra. Mas a reação mais extraordinária a este ataque russo, que provocou 32 mortos, veio dos EUA, designadamente do seu enviado para a Ucrânia, Keith Kellogg. Diz ele o seguinte, sem pestanejar: o ataque é "inaceitável" e "ultrapassa os limites da decência". Decididamente, os palestinos são...

Ajuda militar: para quê?

Gostaria que alguém me explicasse ou então que algum jornalista questionasse os líderes europeus sobre o seguinte: para quê a ajuda militar à Ucrânia? Qual o objetivo? A Ucrânia pode ganhar a guerra? As ajudas militares têm uma lógica própria: vencer a guerra do ponto de vista militar. Caso contrário, é simplesmente dinheiro deitado fora. Alguém no seu perfeito juízo pensa que a Ucrânia vai expulsar a Rússia do território conquistado? Ou então alguém pensa, no seu perfeito juízo, que a Rússia vai ser vencida por desgaste prolongado no tempo? Ou então alguém ainda pensa, no seu perfeito juízo, que a economia russa vai colapsar ao ponto de acenar com a bandeirinha branca?

Ucrânia: a paz negociada

 Se acaso houvesse dúvidas sobre o absoluto disparate desta guerra por procuração entre os EUA de Biden, o Reino Unido de Boris Johnson e, por arrasto, a União Europeia, ficaram hoje desfeitas com a negociação entre Trump e Putin, com Zelenski a perorar, do lado de fora, por um telefonema e por uma conversa com Donald Trump.

A guerra diplomática

O "lapsus linguae" de Trump à espera de Putin para dividir algum território ocupado pela Rússia vem ao encontro que esta guerra, afinal, foi travada pelos EUA e pela Rússia. No fim, perdem os ucranianos. Os vencedores costumam dividir os despojos de guerra.

A guerra e a paz

 Não me parece muito apropriado uma das partes - o tal ocidente mais ou menos alargado - andar sistematicamente a insultar Putin, apelidando-o de mentiroso e pouco fiável, entre outros piropos. Estes senhores têm de se decidir: ou querem que a guerra pare, ou querem que a guerra continue. A equação é, pois, muito simples. Não podem é andar a remastigar simplicidades argumentativas, como se andassem constantemente em campanha eleitoral. Provavelmente, é precisamente disso que se trata: para estas mentes, o momento é sempre folclore eleitoral. Desgraçadamente, continuam a morrer pessoas lá naqueles campos da Ucrânia. Mas isso o que importa, quando outros valores mais altos se alevantam.

Kursk e outras parcialidades

 Como é possível alguns majores generais da nossa praça, afirmarem que Kursk ainda não está (re)tomada pela Federação Russa e que as notícias que dão conta do contrário é propaganda russa, "que já estamos habituados"? Como é possível a comunicação social não dar o mesmo foco noticioso aos abusos dos soldados ucranianos no território russo? Como é possível tanta incompetência política e diplomática, sobretudo da União Europeia?

A guerra (2)

Retomando o post anterior: é factual que houve uma oportunidade de negociação entre a Rússia e a Ucrânia logo em 2022, na Turquia. É factual que Zelenski foi convencido a rejeitar essas mesmas negociações, que levariam a um inevitável acordo, sem grandes prejuízos para ambos os contendores. A aposta da Inglaterra e dos Estados Unidos, sujeitando posteriormente a União Europeia, foi, portanto, uma aposta bélica e de implosão putinista. Ora, essa aposta foi derrotada, como se está a verificar: a Rússia está a ganhar a guerra, militarmente. Neste sentido, não me parece que possa haver uma reviravolta e a Ucrânia possa, agora, iniciar uma reconquista dos territórios anexados pela Federação Russa. O que resta? Continuar a guerra, apoiando a Ucrânia militarmente? Independente das razões, os EUA estão, neste momento, do lado certo, do lado da paz. Por isso, faz-me muita impressão a aposta, do lado da sempre humanista Europa, na continuação da guerra, sabendo que a retórica da paz justa, simpl...

a guerra

De um lado, temos a Rússia; do outro, o ocidente alargado, seja lá o que isso significa.  Há razões válidas de ambos os lados, razões objetivas. Há guerra. Fala-se em paz. Para haver paz tem de haver diplomacia. Um dos lados, o ocidente alargado agora menos alargado, quer a sua paz e não se importa, por isso, de continuar a guerra. Quantos mortos vão ser precisos para que a paz seja uma realidade? Vamos então apoiar a Ucrânia o tempo que for necessário, independente da Rússia estar a ganhar a guerra. São estas pessoas que mandam na Europa, que é o mesmo que dizer, que decidem as nossas vidas.

Os exilados ucranianos

  Já não há exilados como antigamente! Faz-me confusão ver ucranianos jovens e menos jovens que deixaram o seu país por causa da guerra e que, nos países de acolhimento, fazem manifestações para a continuação dos esforços de guerra, isto é,  da derrota militar da Rússia!