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A mostrar mensagens com a etiqueta José Sócrates

Sócrates

  José Sócrates é, para os jornalistas, o russófilo quando o assunto é a guerra da Ucrânia . Curiosamente, são basicamente os mesmos comentadores (jornalistas e não jornalistas) que criticam ferozmente José Sócrates e criticam ferozmente tudo o que é Vladimir Putin . A natureza humana tem destas coisas. É para isso que os tribunais servem. Pelo menos, espera-se que sirvam.

O que fazer com José Sócrates?

Os comentadores (e jornalistas) de serviço das televisões, especialistas em tudo, andam à cata de qualquer coisa que sirva para pregar José Sócrates à cruz. Acontece que Sócrates continua com a mesma postura combativa, desde o primeiro dia, aquele curioso dia em que foi preso, quando chegava ao aeroporto de Lisboa, vindo de Paris. Preso durante quase um ano para que o Ministério Público pudesse investigar à vontade. Por isso, na já arreigada incapacidade e desvergonha das televisões, o foco jornalístico tem de se situar na esfera comportamental do antigo primeiro-ministro. O que sabemos, então? Sócrates não respeita o tribunal, nem a juíza; Sócrates é arrogante; nunca vi ninguém com a postura de Sócrates em tribunal, nem mesmo os mais indecorosos criminosos; os microfones não aguentaram o volume da voz de Sócrates; há limites para o mau comportamento... E é assim que se faz jornalismo em Portugal.

O julgamento

O que tem vindo cá para fora no "Processo Marquês" mostra o enviesamento jornalístico e processual. É o caso, por exemplo, da utilização, por parte de José Sócrates, do institucional “querido amigo”, ao dirigir-se, telefonicamente, a Ricardo Salgado, que é exatamente o mesmo dos coloquiais “Ó amigo”, ou “o amigo quer alguma coisa?".

O julgamento!

José Sócrates, finalmente, em julgamento! Até que enfim!... O homem já não se pode furtar ao julgamento, com os seus prolongados recursos!... O homem é culpado, afirma, deslumbrado, Pacheco Pereira, numa "vox populi" que dá jeito de vez em quando!... Mas José Sócrates não vira as costas à luta e volta-se a sentir, por parte destes justiceiros, um certo incómodo: não é que o homem continua o mesmo?!...

José Sócrates

Vi a entrevista de José Sócrates na CNN Portugal. O jornalista conduziu a entrevista sem ter a preocupação de se sobrepor ao entrevistado. E isso, nos dias que correm, é de louvar. Quanto ao conteúdo da entrevista, gostei de ver José Sócrates defender a matriz de modernização dos seus governos e também as críticas à cobardia política do seu partido. Eu questiono-me: por que razão nunca vi o PS defender qualquer medida que os governos de José Sócrates projetou? Sendo Sócrates um político do nosso tempo, ao vê-lo analisar os atuais meandros da política, parece que estamos a olhar para alguém com um sustentado anacronismo. Dito de outro modo: não tenho qualquer dúvida que, nos dias que correm, Portugal seria uma voz muito mais assertiva e audível no panorama internacional, com o Sócrates da primeira legislatura.

A guerra da Ucrânia: um artigo de José Sócrates

 Eu sei que José Sócrates é uma espécie de proscrito na sociedade portuguesa. Eu sei que o homem deixou de ter voz no nosso espaço público e político, o que também é revelador da cobardia política de alguns políticos. No entanto, José Sócrates é tão inocente com qualquer um de nós, porque ainda não foi condenado de nada. É assim o estado de direito. O ex-primeiro-ministro escreveu um artigo sobre o pendor belicista que a Europa atravessa. Vai ao encontro do que aqui tem sido escrito sobre o tema. Gosto. Gostei.