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A mostrar mensagens com a etiqueta Zelensky

Fim da guerra?

  O fim da guerra da Ucrânia só será possível quando os quatro mosqueteiros que foram ontem a Kiev, encostados à almofada de Trump (curioso verificar as vezes que referiram - sentiram essa necessidade! - o nome de Trump e dos EUA), decidirem que está na hora de Zelensky negociar. A expressão mais importante da proposta de Vladimir Putin para iniciar conversações diretas com a Ucrânia foi o adjetivo "sérias". De facto, não se consegue imaginar o presidente ucraniano responder autonomamente ao líder russo. Zelensky esteve sempre manietado pelos seus fervorosos apoiantes anti-Putin e anti-Rússia. Neste sentido, a escolha da Turquia tem um significado óbvio: foi neste país que se iniciaram, em 2022, as primeiras negociações de paz, que os aliados de Zelensky (Boris Johnson, Joe Biden...) conseguiram desviar para os caminhos que agora trilhamos. Convém sempre não esquecer: a possibilidade de a guerra acabar (ou mesmo não ter começado) meses após a invasão da Rússia, existiu.

O milagre do Vaticano (ou do Papa Francisco)

  Vou começar a acreditar em milagres. Quinze minutos abençoados pela atmosfera beatífica da igreja  do Vaticano bastaram para se vislumbrar uma luz resolutiva para a guerra na Ucrânia. Com efeito, se tivermos em boa conta as palavras de Zelensky, esta reunião constituiu a "melhor conversa com o presidente Trump". E não foi para menos: os polos de interesse entre os dois países foram, de facto, abrangentes: novas sanções à Rússia, acordo económico entre os dois países (minerais essenciais, futuros investimentos americanos na reconstrução ucraniana), defesa aérea, cessar-fogo de 30 dias. Haverá um quarto milagre de Fátima?

A mensagem de Zelensky e as comemorações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial em Moscovo

 Volodymyr Zelensky afirmou que não se compromete com a segurança dos líderes mundiais que estarão presentes nas comemorações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, em Moscovo. Este tipo de declarações refletem muitíssimo bem o perfil do líder ucraniano, apoiando, de certo modo, as teses que o acusam de ser um político com tendências, no mínimo, radicais. Por que razão não se ouve qualquer voz ocidental criticar Zelensky quando ele diz estas barbaridades?

As reuniões no enterro do papa e também a RTP

Obviamente que não acredito em reuniões à porta de uma igreja entre quatro pessoas e uma outra no átrio da mesma igreja entre duas dessas quatro pessoas, mesmo que os mesmos, ou um deles, ser apresse a escrever e qualificar, nas redes sociais, estas reuniões como históricas. Como também não acredito - e acho mesmo inacreditável - na beatice da correspondente da RTP (televisão do Estado português) nas exéquias de Francisco, em que sublinha, eufórica, que espera que a paz na Ucrânia seja o primeiro milagre do papa Francisco.