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CDS

  O CDS é um partido que (já) não existe. Não vale a pena fazer a cronologia do partido fundado por Freitas do Amaral e por Adelino Amaro da Costa. O que resta são tipos como o ministro da defesa nacional, de seu nome Nuno Melo, que defendeu o seguinte, a respeito das manifestações que ocorrem nas principais cidades do país (e um pouco por toda a Europa): "quem aparecia de porta-voz de movimentos era alguém que não tinha nascido em Portugal, falava com sotaque brasileiro, falava com sotaques de outras paragens". Por que razão não segue o CDS-PP o caminho lógico que seria aglutinar-se no Chega e deixar de construir ridiculamente a imagem do partido decente à direita do PSD?

(PPD)PSD+(CDS)CDS-PP+PPM=AD

  A luta do PSD e CDS para deixar de fora o PPM permanecendo, no entanto, com a sigla AD foi chumbada pelo Tribunal Constitucional. Se quiserem continuar coligados, estes dois partidos terão de alterar a sigla, pois o PPM faz parte dela. O mais curioso, a meu ver, diz respeito ao CDS, o qual, com sabemos, está representado no parlamento não por mérito próprio, mas por estar coligado com o PSD. O CDS, com a sua enorme força política, não quer a companhia de pequenos partidos na coligação. Um dia, o PSD acorda e verifica que o CDS afinal, só lhe traz problemas, convidando, quem sabe, a Iniciativa Liberal para ocupar o lugar deixado vago pelo CDS-PP. E será nesse dia que o partido fundado por Freitas do Amaral se tornará próximo do PPM, quanto mais não seja pela inexistência representativa. Talvez os Nunos Melos que por lá pululam se lembrem então que não basta andarem encostados para existir.