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A "silly season": Chega, Marcelo, jornalismo

 

É difícil, nos dias que correm, distinguir "sillies seasons". De facto, o jornalismo português (e não só) anda pelas ruas da amargura, acompanhando, de certo nodo, o nível dos políticos (isto anda tudo ligado, diria alguém da nossa praça). A última tolice dos comentadores (os que são jornalistas e os que o não são - anda tudo ligado...) diz respeito a uma conversa distendida de Marcelo na universidade de verão da Juventude Social Democrática, que tem servido de germe ensaístico dos futuros Costas, Montenegros, Passos e Tozé Seguros.
O que, então, disse Marcelo? Na tribuna académica da juventude partidária, atrás de um microfone, afirmou que Trump se comporta como um aliado da União Soviética, da Rússia, emendou.
O que foi Marcelo dizer! Todos sabemos que o presidente dos Estados Unidos, sempre a par do que Marcelo diz e não diz, não deixará sem resposta o nosso presidente, colocando eventualmente em causa a aliança geoestratégica de Portugal com os Estados Unidos da América.
Estou, portanto, apreensivo. Em vez de criticarmos Marcelo Rebelo de Sousa pelo descuido comunicacional, que tem potencial para desencadear uma nova crise regional (a Espanha leva por tabela, pois para Trump também somos espanhóis) deveríamos, nós, os verdadeiros patriotas, distinguirmo-nos do Chega que realça (Ventura dixit) que, internacionalmente, já ninguém leva  sério o nosso presidente.

O Chega não é patriota!

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