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CDS

  O CDS é um partido que (já) não existe. Não vale a pena fazer a cronologia do partido fundado por Freitas do Amaral e por Adelino Amaro da Costa. O que resta são tipos como o ministro da defesa nacional, de seu nome Nuno Melo, que defendeu o seguinte, a respeito das manifestações que ocorrem nas principais cidades do país (e um pouco por toda a Europa): "quem aparecia de porta-voz de movimentos era alguém que não tinha nascido em Portugal, falava com sotaque brasileiro, falava com sotaques de outras paragens". Por que razão não segue o CDS-PP o caminho lógico que seria aglutinar-se no Chega e deixar de construir ridiculamente a imagem do partido decente à direita do PSD?

O nosso ministro da defesa

Nuno Melo já nos habituou a opiniões encaixadas perfeitamente naquilo que é a identidade maior dos partidos de extrema direita. Este vínculo identitário passa, natural e sobretudo, por aquilo que se aproxima, em ações mas, sobretudo, em retórica política, de um neofascismo abundantemente alimentado por variadíssimos setores da sociedade. Nuno Melo afirmou que os ocupantes da flotilha que, em protesto contra o que se passa em Gaza, chegaram a águas internacionais, são apoiantes do Hamas. Nuno Melo é o ministro da defesa de Portugal. Nuno Melo tem azar: chegou tarde a lider do CDS-PP: o neofascismo já está, em Portugal, ocupado pelo Chega. Talvez um dia - no dia em que o CDS desapareça - vejamos Nuno Melo alavancado nas rédeas do partido Chega.