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A diplomacia do abraço

Se há coisa que Zelensky trouxe primorosamente à diplomacia europeia é o abraço. Com o presidente ucraniano, todos são grandes amigos. Entre sorrisos alargados e continuados, beijos simpáticos, pujantes apertos de mão, o abraço cumpre inexoravelmente o objetivo de selar o encontro. De repente,os países deixaram de ser paises para se tornarem no sr. Macron, no Sr. Costa, no Sr. inglês que já deixou de ser abraçado. Na diplomacia do antigamente, que ainda se mantém noutras paragens mais adultas, os países encontravam-se e cumprimentavam-se institucionalmente. Longe dos holofotes televisivos, poderiam até celebrar efusivamente. Mas agora, com esta gente, o que interessa é mostrar, antes e depois, o abraço, o laço indestrutível da novel diplomacia.

Acordo de cesdar-fogo em Gaza

O acordo de cessar-fogo acordado em Gaza entre Israel e o Hamas, sob o patrocínio de Donald Trump, tem um vencedor, que é a diplomacia. A diplomacia ganha guerras. Só é pena que a União Europeia de António Costa e Úrsula von der Leyen e Kallas não entenda essa premissa.

Diplomacia

 A diplomacia trabalha muito longe dos holofotes. Um bom trabalho no âmbito diplomático é aquele em que as partes não se fazem ouvir, trabalhando longe dos holofotes. Olho, por exemplo, para o conflito que opõe a Rússia à Ucrânia e o que vejo é confrangedor. Parece uma antevisão de um qualquer jogo de futebol, em que os treinadores, nas conferências de imprensa que antecedem o jogo, tentam, através de discursos mais ou menos acutilantes, desestabilizar o adversário. As televisões adoram; os comentadores interpretam abundante e criativamente. Todo este panorama emerge de um denominador comum: a falta de qualidade dos líderes. Para mim, é uma evidência. O importante é, muitas vezes, esganiçarem-se. Não sei se saberão que existe sempre o risco de uma afonia.