Avançar para o conteúdo principal

A Ucrânia, a Rússia, Israel, União Europeia: a coerência

As guerras entre a Ucrânia e a Rússia e entre Israel e... (de difícil definição) continuam numa espécie de velocidade de cruzeiro. As tentativas de paz morrem praticamente à nascença porque os argumentos apresentados são simplistas e similares. De um lado: defende-se que tudo começou com a invasão da Rússia à Ucrânia; do outro, a defesa é semelhante: tudo começou com o ataque terrorista do Hamas ao colonato israelita na faixa de Gaza.
No meio deste argumentário temos a União Europeia: apoia a continuação da guerra com a Rússia e, silenciosa e subliminarmente, parece apoiar o genocídio que Israel está a levar a cabo na Palestina. A premissa é, assim, a mesma - a origem das guerras: 22 de fevereiro de 2022 e 7 de outubro de 2023 embora, como todos sabem, esta premissa está, tanto de um lado como do outro, erradamente balizada no tempo. Existe, todavia, uma diferença na postura da UE, a qual diz respeito ao armamento enviado para a Ucrânia e a ausência de envio para Israel. No entanto, este desalinhamento no envio de armas não se afigura um grande problema, visto que há quem o faça bem melhor do que ela.
Afinal, há coerência nas hostes europeias.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Civilização em terras lusas

Gosto muito de árvores, mas o disparate deveria ter limites nas nossas autarquias. Neste caso, é em Vila Real, mas podia ser numa qualquer cidade ou vila perto de si. Pessoas com mobilidade reduzida? O que será que isso significará para os nossos autarcas?!

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?