Avançar para o conteúdo principal

António josé Seguro

 António José Seguro só tem uma coisa a fazer: deixar de ser um putativo a putativo candidato do PS. Explicando: à parte dos habituais encómios dirigidos ao ex-líder socialista , que são usuais nestas ocasiões de serviço à pátria, Seguro é, neste momento (sempre foi, na verdade, desde que se alcandorou em candidato presidencial), mais um fator de desestabilização do Partido Socialista. Ou o partido arranja um candidato a sério, para ganhar (o único mais à mão é mesmo António Vitorino), ou é melhor fazer como o Chega: ausentar-se. Aliás, para o PS, já não seria a primeira vez.

Adenda: pronto! António josé Seguro não foi a tempo de ler esta minha humilde reflexão: o homem vai mesmo candidatar-se a presidente da República. Está no seu direito. Seguro estará a fiar-se no "bom senso e sabedoria do povo português" (expressão automatizada usada por todos os candidatos presentes, passados e futuros). Li esta sua frase, retirada do anúncio presidencial: "O que nos falta não é apenas estabilidade, é confiança. Confiança nas instituições, confiança de quem está no poder se serve e não se serve". 
Será que li bem?!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Guerra

 A quem interessará a guerra? Fico espantado com o posicionamento quase obsessivo da Alemanha face às considerações bélicas. Até parece que este país, com um longo cadastro de guerras, estava à espera de uma oportunidade para sair da sombra, do seu agrilhoamento. Da Alemanha, sopram velhos ventos visitantes: é preciso apostar numa indústria de guerra forte. O slogan de Trunp tem ultrapassado fronteiras: a Alemanha vai ser grande outra vez. E só existe uma maneira de ser grande: ser poderoso, trazer à memória tudo aquilo que a Alemanha é capaz. Neste seguimento, deparamo-nos com isto: a diretora-geral do departamento alemão de compras militares afirmou que é necessário, num prazo de três anos, as forças armadas (Bundeswehr) estarem fortemente equipadas para assegurar a defesa de um possível ataque russo. Adianta, resolutamente, a senhora, "tudo o que for necessário para se estar totalmente preparado a defender o país deve ser adquirido até 2028". A Europa aplaude. Não sei se o...

Civilização em terras lusas

Gosto muito de árvores, mas o disparate deveria ter limites nas nossas autarquias. Neste caso, é em Vila Real, mas podia ser numa qualquer cidade ou vila perto de si. Pessoas com mobilidade reduzida? O que será que isso significará para os nossos autarcas?!