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Futebol em Portugal

 Os bárbaros ataques, ocorridos numa rua de Lisboa, de um grupo de pessoas adeptas do Sporting contra outro grupo de pessoas adeptas do Futebol Clube do Porto seria uma boa oportunidade para os responsáveis desses dois clubes se unirem contra este tipo de situações. Obviamente que a polícia vai investigar e os delinquentes pagarão. No entanto, a mensagem de união dos responsáveis maiores dos clubes teria, porventura, um impacto muito maior no futebol português. Infelizmente, o futebol português precisa destes acontecimentos para continuar a sua senda comunicativa, a qual já começou nas televisões, com, por exemplo, a identificação dos adeptos agredidos do Porto como Super Dragões, como se isso fosse importante. Infelizmente, é mesmo importante, na cabecinha desta gente.

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O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Comentadores

  O ziguezaguiante comentariado português das guerras mereceria, ele próprio, uma boa análise retrospetiva. A próxima cimeira Rússia - Estados Unidos é um bom exemplo das intermitências comentaristas. É uma espécie de loja chinesa: encontra-se lá de tudo.

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?