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Guerra

 A quem interessará a guerra?

Fico espantado com o posicionamento quase obsessivo da Alemanha face às considerações bélicas. Até parece que este país, com um longo cadastro de guerras, estava à espera de uma oportunidade para sair da sombra, do seu agrilhoamento. Da Alemanha, sopram velhos ventos visitantes: é preciso apostar numa indústria de guerra forte. O slogan de Trunp tem ultrapassado fronteiras: a Alemanha vai ser grande outra vez. E só existe uma maneira de ser grande: ser poderoso, trazer à memória tudo aquilo que a Alemanha é capaz.

Neste seguimento, deparamo-nos com isto: a diretora-geral do departamento alemão de compras militares afirmou que é necessário, num prazo de três anos, as forças armadas (Bundeswehr) estarem fortemente equipadas para assegurar a defesa de um possível ataque russo. Adianta, resolutamente, a senhora, "tudo o que for necessário para se estar totalmente preparado a defender o país deve ser adquirido até 2028".

A Europa aplaude. Não sei se os europeus farão o mesmo.

Marchar em direção ao abismo, em força!

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O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Comentadores

  O ziguezaguiante comentariado português das guerras mereceria, ele próprio, uma boa análise retrospetiva. A próxima cimeira Rússia - Estados Unidos é um bom exemplo das intermitências comentaristas. É uma espécie de loja chinesa: encontra-se lá de tudo.

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?