Avançar para o conteúdo principal

Marcelo na Feira do Livro

 

Gostei de ver a jovem da feira do livro aproveitar uma brecha mediática do presidente Marcelo para criticar a atitude do governo português perante as atrocidades que se passam em Gaza. Não gostei de ver as explicações de Marcelo, as quais mostram aquilo que Portugal tem sido nos últimos anos, isto é, um país sem voz, sem posicionamento nem identidade própria, no que diz respeito às grandes causas da humanidade. E o genocídio dos palestinos é, sem qualquer sombra de dúvida, uma grande causa civilizacional. Marcelo tem de entender - e já não vai a tempo! - que não se tratam (explicam) assuntos tão desesperadamente dramáticos com um sorriso nos lábios, numa qualquer feira de bovinos ou de livros.

Não gostei de ver a rapariga tratar o Presidente da República Portuguesa da maneira como o tratou.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Civilização em terras lusas

Gosto muito de árvores, mas o disparate deveria ter limites nas nossas autarquias. Neste caso, é em Vila Real, mas podia ser numa qualquer cidade ou vila perto de si. Pessoas com mobilidade reduzida? O que será que isso significará para os nossos autarcas?!

A Europa, a União Europeia

 No decurso do após a Segunda Guerra Mundial, o papel da Europa no mundo, enquanto bloco em construção, sempre foi pautado pela aposta no diálogo e na diplomacia.  A União Europeia é, neste pressuposto, o exemplo acabado dessa aposta: um espaço de diálogo entre as nações, uma espécie de nações unidas europeia, alargando o seu campo de ação para a união e o desenvolvimento económicos. A mensagem belicista estava, geralmente, a cargo de outros, bem mais capazes neste campo. Este panorama foi possível durar porque existiam pessoas com verdadeiras competências de liderança política, onde o primado estava sempre na dignidade do ser humano, em que a guerra, enquanto aposta na resolução de conflitos, só seria equacionada quando se esgotassem, radicalmente, todas as hipóteses diplomáticas. Não é isso que acontece nos nossos dias. De repente, acordamos e vemos a Europa e a União Europeia a cortarem os canais diplomáticos com a Rússia, país com o qual teremos de estar sempre ligados, po...