A besta é o carro no qual o presidente dos E. U. A. costuma deslocar-se. Aquando do funeral da rainha de Inglaterra, os ingleses queriam juntar todos os líderes presentes num autocarro, em cortejo. A resposta da equipa responsável pela segurança do presidente americano foi deliciosa: o presidente dos "United States" não anda de autocarro. É verdade: anda no "Air Force One" ou na "Besta". Trump deu boleia a Putin na sua viatura, para desagrado do "ocidente alargado" (ainda não sei o que isso significa). Pode ser que me engane, mas ainda vamos ver, não tardará muito, Zelensky ao lado de Trump na "Besta" ou, quem sabe, no próprio "Air Force One". E assim a guerra resolver-se-á e Trump será o próximo prémio Nobel da Paz. Intatilidades à parte (não: infantilidades presentes), o nosso mundo está mesmo assim.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Comentários
Enviar um comentário