Corre para aí a narrativa de que Donald Trump adora, fica deleitosamente impressionado com a sumptuosidade das majestades britânicas. As narrativas atuais são o que são. Desde que pegue, é o fio condutor de qualquer análise. Há variantes: os reis lançaram o isco, vestidos, fatos, jantares de gala, em suma, uma operação de charme para atordoar e convencer o presidente dos Estados Unidos. Será assim tão óbvio e será Trump tão estúpido? Os castelos europeus têm o que não existe nos Estados Unidos: história. E, com esse facto, nenhum presidente americano pode concorrer. Os americanos não gostam de monarquias: está no ADN do país. Relativamente ao Reino Unido, não fazem mais do que um jogo de hipocrisia, fingindo um respeito maior relativamente aos demais países europeus. E já não é pouco. O Brasil, por exemplo, nem isso faz com Portugal.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

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