Parece que entendi: em paralelo com a aposta conjunta da União Europeia em defesa (ou projetos de defesa, pois parece-me que os projetos já estão espantosamente elaborados), a Alemanha vai investir, durante um período considerável de tempo (12 anos), quantias fabulosas na sua indústria de defesa. Obviamente, a Alemanha não pode ficar atrás dos outros países. A outra Europa, agora tão estruturalmente precavida, vive bem com estas aspirações. Um dia, com os paióis a abarrotar, acordaremos com um Adolfo da AFD na chancelaria. Será talvez nesse dia que negociaremos com o terrível Adamastor que vive perto de nós e que, uma dia, nos idos de quarenta do século passado, ajudou a salvar esta bela Europa da barbárie nazi.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.
Comentários
Enviar um comentário