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O nosso António Costa

António Costa é um verdadeiro caso de estudo. Crítico inicial de uma entrada da Ucrânia de rompante na União Europeia, passou para uma colagem à imprudência protagonizada pelas Ursulinas de Bruxelas. É também interessante vê-lo nas suas novas andanças. Parece outro: é o andar, quase sempre impetuoso, o olhar perdido depois de um cumprimento de circunstância, as mensagens subliminares parolas ao alterar o dress code à Volodomir depois do desastre da sala oval… António Costa já não é, efetivamente, o mesmo daquele António Costa do primeiro governo, a tal geringonça.

E agora queria sublinhar o seguinte: quando é que nos vamos deixar de provincianismos, quando defendemos, orgulhosamente, que ter não sei quem em lugares de topo internacionais, nomeadamente na União Europeia, é um prestígio para Portugal?!…

Pois é: estamos sempre na primeira linha dos convites para as reuniões importantes, as tais que só alguns, em nome de todos, definem o futuro de todos. Mas ficamos sempre descansados porque António Costa representa muito bem Portugal. Deixa-nos, portanto, orgulhosos. O prestígio de Portugal cresce a olhos vistos.

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