Vi o funeral do papa, ontem, praticamente na íntegra. E o que eu vi foi, sobretudo, uma cerimónia carregadíssima de faustosos rituais que, de certo modo, estão em contracorrente com a mensagem que o papa Francisco tanto apregoou e que os próprios convidados televisivos, fossem eles padres ou jornalista ou ainda especialistas (vivemos no tempo dos especialistas em tudo), sublinharam e aplaudiram.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.
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