Avançar para o conteúdo principal

Ucrânia under attack

 Um dos (grandes, enormes) motivos porque uma guerra é terrível tem a ver com as chamadas baixas colaterais. Para além disso, há também as baixas militares, as quais, são, na sua maioria, seres humanos jovens e a destruição que provoca (cidades inteirais arrasadas, por exemplo). Daí que a guerra obedeça a regras deontológicas que podem resultar em crimes de guerra.

Desde cedo que esta narrativa foi criada em redor da Federação Russa e de Putin. Estou em crer que não têm existido razões válidas para esta acusação.

Mais uma vez, com o ataque de ontem à cidade de Sumy, a Federação Russa foi acusada de insistir em ataques contra alvos civis, o que configura, como sabemos, crimes de guerra.

Mas a reação mais extraordinária a este ataque russo, que provocou 32 mortos, veio dos EUA, designadamente do seu enviado para a Ucrânia, Keith Kellogg. Diz ele o seguinte, sem pestanejar: o ataque é "inaceitável" e "ultrapassa os limites da decência".

Decididamente, os palestinos são de outro planeta para muitos de nós, ocidentais.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Civilização em terras lusas

Gosto muito de árvores, mas o disparate deveria ter limites nas nossas autarquias. Neste caso, é em Vila Real, mas podia ser numa qualquer cidade ou vila perto de si. Pessoas com mobilidade reduzida? O que será que isso significará para os nossos autarcas?!

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?