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O não é não do PSD-CHEGA

Ainda não é uma coligação, mas, pelo que se vê, anda lá muito perto.
A aproximação ideológica deste PSD com o Chega torna-se, aos poucos, uma evidência: ora são os paquistaneses encostados à parede no Martim Moniz, ora é o anúncio da deportação de dezoito mil imigrantes e, agora, as alterações à lei da greve porque, para Montenegro, "também há o direito a trabalhar (...) a circular (...) de termos tranquilidade na nossa vida" e a ele cabe-lhe, qual Cavaco Silva nos seus melhores dias, salvaguardar o "interesse geral".
Tem toda a razão, Luís Montenegro, pois é precisamente para alcançar esses direitos a razão de ser desta (e de outras) greve.
Rui Rio perdeu, estranhamente, as últimas eleições legislativas, porque não soube demarcar-se do Chega; Montenegro, aparentemente, está a aproximar-se, na esperança estratégica de roubar uns votinhos ao partido de André Ventura.
Não creio que seja esse o caminho. Alguns políticos, de tão obcecados pelas habilidades, perdem, por vezes, o rumo e naufragam.

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