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A Rússia e os ataques a alvos civis

 Quando se fala que a Rússia ataca indiscriminadamente alvos civis na Ucrânia - narrativa populista a que facilmente se adere - por que razão não se questiona o que é realmente atacar alvos civis, com o exemplo que o estado de Israel nos oferece em Gaza? Por que razão dois ou três mortos civis ucranianos valem mais do que centenas de mortos palestinos? Para além disso, quando se ataca indiscriminadamente alvos civis, o número de mortos e feridos costuma ser substancialmente elevado, como, aliás, se confirma em Gaza.

O populismo tem vindo a grassar nas televisões, não só por parte dos comentadores, como também por parte dos jornalistas, muitos deles com pretensões comentaristas.

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O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Os nobéis da paz

  Maria Corina Machado foi a escolhida, pelo comité de sábios correspondente, para o prémio Nobel da Paz. Não se consegue entender o prémio. por muitas explicações e simpatias pela personalidade, Corina Machado é uma adversária política do presidente da Venezuela, como já o foram outros antes dela. Ganhar o prémio Nobel da Paz exclusivamente por essa razão, é muito pouco, poucochinho.

Os belicistas loucos

  Anoto uma frase do ministro da defesa belga, Theo Francken : "Se Putin atacar Bruxelas , Moscovo será dizimada do mapa". Penso que ninguém lhe perguntou: por que razão a Rússia atacaria Bruxelas? Não lhe perguntaram, porque não interessa perguntar. O que interessa, no contexto em que vivemos, é alimentar uma teoria conspirativa que tem a guerra como farol incandescente que é suposto iluminar os ínvios caminhos destes líderes. Eu pensava que só as grandes potências militares se davam ao luxo de elaborar conjeturas deste teor (a doutrina militar, nestes países, não difere muito). Pelos vistos, enganei-me. O senhor ministro das guerras belga quer ser também o ministro da tontearia da União Europeia . Candidatos há muitos: ponha-se na fila, se faz favor.