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Os submarinos de Trump e a Rússia

 

Donald Trump não esteve com meias medidas na resposta a Dmitri Medvedev: ordenou que dois submarinos nucleares se posicionassem em locais estratégicos. Para quê? Presumo que a resposta seja clara: os Estados Unidos podem atingir nuclear e rapidamente Moscovo a partir desses dois submarinos. Ora é precisamente esta uma das premissas que Putin sempre evocou para justificar a sua operação militar especial, isto é, a Rússia não aceita bases militares com poderio necear que possam, em duas ou três horas (ou menos), atingir dramaticamente a capital do país (ou outra grande cidade). Trump, com esta decisão, vem, no fundo, asseverar que Vladimir Putin estará certo, neste ponto. Já aqui sublinhei: o pensamento militar das grandes potências não é profundamente divergente: a cartilha é, mais ou menos, a mesma.

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 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Civilização em terras lusas

Gosto muito de árvores, mas o disparate deveria ter limites nas nossas autarquias. Neste caso, é em Vila Real, mas podia ser numa qualquer cidade ou vila perto de si. Pessoas com mobilidade reduzida? O que será que isso significará para os nossos autarcas?!

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?