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O longo braço do urso ou a russofobia

A Rússia alarga os seus braços ursos, através de influências e batota informática, para os Estados Unidos, Roménia, Moldávia, para tudo quanto mexe eleitoralmente. Onde há eleições, a Rússia está lá. Pelo menos, é o que se vende por esse mundo fora, por esses canais uníssonos de comunicação social. A União Europeia, pelo contrário, não influencia ou tenta influenciar: simplesmente não aceita resultados eleitorais que não vão ao encontro das suas expetativas. Aconteceu, entre outros exemplos, no referendo escocês e nas eleições presidenciais romenas. E os Estados Unidos? Ah! Esse país, paradigma da democracia, não mexe sequer uma palha no alargamento da sua influência planetária. Limitam-se, respeitosa e democraticamente, a aceitar tudo o que vem "lá de fora". Até estarão a pensar em desmantelar as três ou quatro bases militares que ainda mantêm ativas no exterior.

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O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Os nobéis da paz

  Maria Corina Machado foi a escolhida, pelo comité de sábios correspondente, para o prémio Nobel da Paz. Não se consegue entender o prémio. por muitas explicações e simpatias pela personalidade, Corina Machado é uma adversária política do presidente da Venezuela, como já o foram outros antes dela. Ganhar o prémio Nobel da Paz exclusivamente por essa razão, é muito pouco, poucochinho.

Os belicistas loucos

  Anoto uma frase do ministro da defesa belga, Theo Francken : "Se Putin atacar Bruxelas , Moscovo será dizimada do mapa". Penso que ninguém lhe perguntou: por que razão a Rússia atacaria Bruxelas? Não lhe perguntaram, porque não interessa perguntar. O que interessa, no contexto em que vivemos, é alimentar uma teoria conspirativa que tem a guerra como farol incandescente que é suposto iluminar os ínvios caminhos destes líderes. Eu pensava que só as grandes potências militares se davam ao luxo de elaborar conjeturas deste teor (a doutrina militar, nestes países, não difere muito). Pelos vistos, enganei-me. O senhor ministro das guerras belga quer ser também o ministro da tontearia da União Europeia . Candidatos há muitos: ponha-se na fila, se faz favor.