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Presidenciais: o derradeiro debate

 

Vi ontem, na RTP, o último debate destas eleições para Presidente da República. Estou em crer que não valerá a pena enveredar por uma análise à lupa, através de pseudoparadigmas hermenêuticos ridículos. Deixo isso para os especialistas que abundam nos canais televisivos. No meu entendimento, gostei de três ideias ou exposições proclamadas pelos candidatos mais improváveis: Manuel João Vieira e Humberto Correia.

Manuel João Vieira afirmou que o direito à felicidade deveria constar na Constituição. A felicidade é difícil de definir e até penso que a nossa Constituição já consagra uma variante da felicidade, designadamente com a relevância que apresenta sobre os direitos humanos. De qualquer modo, não é uma ideia descabida. Outra ideia que não é descabida por parte deste candidato e que eu defendo há muito tem a ver com a construção de uma cidade aglutinadora no interior do país, aproveitando uma qualquer já existente, alargando-a com valências e oportunidades que impulsionem a região. Estamos, pois, a falar de decisões políticas, visto que só a política, através dos seus agentes, poderá desencadeá-las.

E Humberto Correia? O que disse que merece relevância? Simplesmente isto: devo muito a França. Quantos portugueses poderão afirmar isto? Infelizmente, muitos, felizmente, muitos.

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