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A RapDiva e o Chega

 

Eva Cruzeiro (Eva RapDiva, de seu nome artístico) é a candidata número oito da lista do PS para as legislativas em Lisboa. A candidata tem, naturalmente, uma voz política, pois só assim se justifica a sua inclusão nas listas do Partido Socialista. Numa das suas incursões pela política ficamos a conhecer não só o estilo, como as ideias: "Eu sou africana, 'tou-me a cagar para a guerra da Ucrânia. Esses gajos que se matem como nós nos matamos. Eles não se importam connosco, então, nós não nos importamos [com eles]". Adianta: "eu sei que isto se cair na net, muitos vão falar mal, mas a mim não me compete agradar a toda a gente".

Eu sei que a futura Sr.ª. deputada justificou, quando soube do convite para a lista do PS (a entrada na "política institucional", como disse), que tudo não passou de um momento de liberdade criativa (que tem costas largas, como sabemos) e, quanto a isso, não me compete avaliar o grau de excelência deste monumento estético. Sei, no entanto, que o ex-deputado Arruda seria capaz de fazer um bocadinho melhor do que a Eva, oitava da lista do PS para Lisboa.

Desculpa lá, Sérgio.

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