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A mostrar mensagens de janeiro, 2026

Os portugueses conhecem-me

Pois é: já só faltava, nestas tristezas presidenciais, o slogan "Os portugueses conhecem-me". O génio, desta vez, foi o previsível António José Seguro , o futuro Presidente da República. Tudo como dantes, no quartel general de Abrantes . Do mal o menos.

Segurança e superpotências

Gostaria de saber a opinião do sr. Zelensky a respeito dos pressupostos securitários invocados pelos Estados Unidos para a anexação da Gronelândia. E, já agora, a coerência por parte dos extraordinários líderes europeus é intermitente: o grito de alerta sobre o imperialismo russo,  que se estenderá até Lisboa, mais razoável se torna para a Gronelândia. Trump tem razão: só os EUA tem capacidade de evitar esse pesadelo. Afinal, vêm aí os russos?!...

Corina Machado e o Nobel

Gostaria de saber qual a opinião do Comité Nobel relativamente à entrega do prémio, por parte da vencedora deste ano, a Donald Trump.

Greenland: a anexação

 A aparentemente inevitável anexação da Gronelândia pelos Estados Unidos da América fará com que a intervenção militar na Venezuela seja uma nota de rodapé histórica. A ampliação geográfica dos EUA, até às portas da Europa , da Rússia , fará de Trump um presidente que será escrito, nos anais históricos, em letras garrafais. É loucura? Audácia? Irresponsabilidade? Impunidade? Ignorância? Tudo isto misturado com alguma estratégia racional? Possivelmente, um pouco de tudo. Afinal de contas, o século XXI , com toda a sua pujança tecnológica cognitiva, não será muito diferente do século XX . O Homem continua o mesmo.

Minnesota: a América

 Vi imagens em que uma mulher, dentro do carro, é brutalmente assassinada por um indivíduo que é um agente da polícia de imigração. Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance , esta força policial estará legalmente coberta de qualquer ato praticado através das suas atividades de vigilância aos imigrantes. Passou-se no estado do Minnesota , da região centro-oeste dos Estados Unidos da América. A autocracia , nos EUA aparenta ser já uma realidade. A partir de imagens como estas, com assassinatos impunes sob o aval protetor da presidência do país, a Europa deveria, ela própria, tomar uma posição firme e afastar-se desta gente. 

Os países são todos iguais, mas há uns que são mais iguais do que outros - a boa e a má vizinhança

Trump desenvolveu, realisticamente, a magna razão que norteia três países do planeta, isto é, os três países que, sendo os países todos iguais, segundo o estafado e estagnado direito internacional, há uns que são mais iguais do que outros. Qual foi, então, a proclamação de Donald Trump? Foi a seguinte: não queremos a Rússia nem a China como vizinhos. Tudo isto, claro, a servir de pretexto para os EUA se apoderarem da Gronelândia, a bem ou a mal. Evidentemente, a bem seria melhor. Ora, uma das razões da invasão da Rússia à Ucrânia foi precisamente a mesma: não queremos a NATO como vizinha. Começamos, então, a compreender melhor este mundo? Os países são todos iguais, mas há uns que são mais iguais do que outros. A diplomacia é, de facto, o caminho.

Presidenciais: o derradeiro debate

  Vi ontem, na RTP , o último debate destas eleições para Presidente da República . Estou em crer que não valerá a pena enveredar por uma análise à lupa, através de pseudoparadigmas hermenêuticos ridículos. Deixo isso para os especialistas que abundam nos canais televisivos. No meu entendimento, gostei de três ideias ou exposições proclamadas pelos candidatos mais improváveis: Manuel João Vieira e Humberto Correia . Manuel João Vieira afirmou que o direito à felicidade deveria constar na Constituição . A felicidade é difícil de definir e até penso que a nossa Constituição já consagra uma variante da felicidade, designadamente com a relevância que apresenta sobre os direitos humanos . De qualquer modo, não é uma ideia descabida. Outra ideia que não é descabida por parte deste candidato e que eu defendo há muito tem a ver com a construção de uma cidade aglutinadora no interior do país, aproveitando uma qualquer já existente, alargando-a com valências e oportunidades que impulsionem ...

Gronelândia "under attack"

  Mette Frederiksen , a primeira-ministra dinamarquesa já avisou Donald Trump que é completamente ridículo ameaçar, com a vontade de conquistar a Gronelândia , um aliado histórico. Esta frase é lapidar face às reações ocidentais relativamente ao sequestro do presidente Nicolás Maduro . Não só sequestro, mas também conquista do  território fértil venezuelano . Ou seja: aliados é uma coisa; índios, latinos, iranianos... é outra. Dito de outro modo: uma coisa é uma coisa, outra  coisa é outra coisa. Belíssima palavra, a coisa.

Venezuela "under attack"

 Por mais malabarismos narrativos criativos que se possam elaborar relativamente ao que aconteceu hoje em Caracas , com o rapto de Maduro e a mulher por ordem de Donald Trump , estamos perante uma agressão ilegítima de um país sobre outro, face ao tão proclamado direito internacional . Neste sentido, apraz-me dizer o seguinte: ainda bem que existem a Rússia e a China para colocar a ordem internacional nos eixos, embora estes sejam, a meu ver, os que não deveriam ser: os poderes militares e não a Carta das Nações Unidas .