Mette Frederiksen, a primeira-ministra dinamarquesa já avisou Donald Trump que é completamente ridículo ameaçar, com a vontade de conquistar a Gronelândia, um aliado histórico. Esta frase é lapidar face às reações ocidentais relativamente ao sequestro do presidente Nicolás Maduro. Não só sequestro, mas também conquista do território fértil venezuelano. Ou seja: aliados é uma coisa; índios, latinos, iranianos... é outra. Dito de outro modo: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Belíssima palavra, a coisa.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

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