Avançar para o conteúdo principal

Os países são todos iguais, mas há uns que são mais iguais do que outros - a boa e a má vizinhança

Trump desenvolveu, realisticamente, a magna razão que norteia três países do planeta, isto é, os três países que, sendo os países todos iguais, segundo o estafado e estagnado direito internacional, há uns que são mais iguais do que outros. Qual foi, então, a proclamação de Donald Trump? Foi a seguinte: não queremos a Rússia nem a China como vizinhos. Tudo isto, claro, a servir de pretexto para os EUA se apoderarem da Gronelândia, a bem ou a mal. Evidentemente, a bem seria melhor.
Ora, uma das razões da invasão da Rússia à Ucrânia foi precisamente a mesma: não queremos a NATO como vizinha.
Começamos, então, a compreender melhor este mundo? Os países são todos iguais, mas há uns que são mais iguais do que outros. A diplomacia é, de facto, o caminho.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Civilização em terras lusas

Gosto muito de árvores, mas o disparate deveria ter limites nas nossas autarquias. Neste caso, é em Vila Real, mas podia ser numa qualquer cidade ou vila perto de si. Pessoas com mobilidade reduzida? O que será que isso significará para os nossos autarcas?!

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?