Por mais malabarismos narrativos criativos que se possam elaborar relativamente ao que aconteceu hoje em Caracas, com o rapto de Maduro e a mulher por ordem de Donald Trump, estamos perante uma agressão ilegítima de um país sobre outro, face ao tão proclamado direito internacional. Neste sentido, apraz-me dizer o seguinte: ainda bem que existem a Rússia e a China para colocar a ordem internacional nos eixos, embora estes sejam, a meu ver, os que não deveriam ser: os poderes militares e não a Carta das Nações Unidas.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.
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