A Caixa Geral de Depósitos, o banco público português, teve, em 2025, um lucro líquido de quase dois mil milhões de euros. É, pois, um lucro fabuloso, o maior de sempre. O presidente da Caixa, o inevitável e proclamado Paulo Macedo, aparece, assim, com uma absoluta aura de gestor irrepreensível. A brincar, costumo dizer que não percebo nada de finanças, mas, assim, eu também conseguiria alcançar estes astronómicos resultados.
Assim como? Fechando, por exemplo, os balcões da Caixa à hora de almoço; diminuindo o número de funcionários; encerrando agências no interior do país, tratando, desprezívelmente, aqueles que mais precisam de um banco público, ou seja, os velhos, que, como sabemos, abundam nos concelhos mais isolados do país.
Assim, também eu, que, como Jesus Cristo, não percebo nada de finanças.
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