O último ataque israelita ao Líbano fez mais de 200 mortos e 1000 feridos. Israel é, segundo o que nós por cá dizemos, uma democracia, a única no Médio Oriente. Sempre pensei que uma democracia assentava em valores basilares como o respeito pelos direitos humanos preconizado, por exemplo, entre outros documentos, pela "Carta das Nações Unidas". Do mesmo modo, sempre pensei que as democracias, as que temos por cá, rejeitavam inexoravelmente qualquer tipo excessivo de ataques no âmbito de operações militares. Isso é o que eu sempre pensei. Nos dias que correm, ou, se preferirem, "at the end of the day", no que concerne ao respeito pela vida humana, não sei a diferença entre democracia, autocracia e ditadura. E nós por cá temos contribuído muito para esta amálgama.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.
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