Num dos seu discurso deste 4 de julho especial, Donald Trump valorizou a perigosa ameaça comunista e a necessidade de o combater. Não deixa de ter razão, se tivermos em conta que o comunismo, para os Estados Unidos e para o mundo, já não é o que era. Paradoxalmente, este hodierno comunismo tem uma forte componente que obedece aos ditames do mercado capitalista. No dicionário trumpista, comunismo significa, tão só, China. Assim, o combate ao perigoso e expectante comunismo é, para Trump, uma guerra comercial, ou de tarifas.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

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