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Jornalismo e os jornalistas debatentes

 Já tínhamos visto José Rodrigues dos Santos, na RTP, realizar uma deplorável entrevista ao líder do PCP, Paulo Raimundo. Agora vimos, na segunda-feira, na SIC Notícias, o jornalista Rodrigo Prata debater com André Ventura, quando deveria estar a realizar uma entrevista, para a qual convidou o líder do Chega. Iniciou a entrevista com esta pergunta, a marcar, desde logo, o tom: "O senhor está a fazer campanha eleitoral num momento de crise energética totalmente imprevista?" Depois, não deixou André Ventura explanar o seu ponto de vista, criticar o governo ou o primeiro-ministro.

Não sei ao certo (é difícil entender) qual o papel da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Possivelmente, os seus membros (quantos são?) andarão embrenhadíssimos em trabalhos de regulação vários e não têm tempo para se ocupar das televisões. Deve ser isso.

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O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Civilização em terras lusas

Gosto muito de árvores, mas o disparate deveria ter limites nas nossas autarquias. Neste caso, é em Vila Real, mas podia ser numa qualquer cidade ou vila perto de si. Pessoas com mobilidade reduzida? O que será que isso significará para os nossos autarcas?!

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?