Temos muitos especialistas a comentar as guerras Ucrânia-Rússia e Israel-Irão. Poucos conseguem fugir ao discurso clubista. Dou por mim a verificar que alguns comentadores desportivos têm mais respeito pelo adversário do que esta gente que anda a pulular pelas televisões a elaborar rebuscadas e antecipadas jogadas das duas equipas, aplaudindo desavergonhadamente as vitórias no campo de batalha.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.
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