Avançar para o conteúdo principal

Elon Musk e Donald Trump

 

De um lado, temos um homem todo poderoso e rico, o mais rico entre os ricos; do outro, temos Donald Trump. Não sei qual dos dois é mais astuto ou ingénuo: qual a razão por detrás deste contrato entre estes dois homens que agora se desmembrou, ruidosamente? Acaso alguns dos dois pensou que poderiam ser "amigos para sempre"? Bastava o "drill, baby, drill" e a consequente luta contra os carros elétricos de Trump para perceber a disparidade entre estas duas mundividências. Dito de outro modo: para o bem e para o mal, Donald Trump é um homem com muito do século XX; Elon Musk, para o bem e para o mal, pertence, inteiramente, ao século XXI.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Comentadores

  O ziguezaguiante comentariado português das guerras mereceria, ele próprio, uma boa análise retrospetiva. A próxima cimeira Rússia - Estados Unidos é um bom exemplo das intermitências comentaristas. É uma espécie de loja chinesa: encontra-se lá de tudo.

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?