Passa completamente ao lado dos nossos europeizados olhos as mortes que Donald Trump tem ordenado a alguns barcos suspeitos de tráfego de droga. Infelizmente, não são os barcos que morrem, mas sim pessoas que, provavelmente, nada têm a ver com o negócio de drogas. No tempo da Europa civilizada, atos deste tipo eram criticados, advogando que, primeiro, é suposto os suspeitos serem interrogados. Mas vivemos em tempos novos, novos tempos desumanizados. A par desta desumanização, há toda uma hipocrisia que vem ao de cima através dos silêncios e dos discursos redondos que nada, mesmo nada acrescentam, a não ser mortes que facilmente poderiam ser evitadas.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.
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