Já aqui referi que há países e países. Uns são países, digamos, normais; outros são as superpotências. Esta asserção não me agrada, obviamente. Deveria ser tudo de acordo com a Carta das Nações Unidas, na qual as nações não se medem aos palmos.
Acontece que não é assim em lado nenhum, nem mesmo na União Europeia. Aqui os países proclamam-se todos iguais, mas há uns mais iguais do que outros, como sabemos. Por isso é que as chamadas superpotências se alinham numa espécie de regime à parte.
Vejamos os casos destas duas guerras. Em ambas foi evocada, por parte quer dos Estados Unidos, quer da Rússia, uma premissa: a segurança do país. Nos dois casos, este fundamento é, obviamente, sujeito a uma reflexão, por parte da maioria dos homens e mulheres de boa vontade (da própria Nações Unidas), a qual terá de ser negativa: a guerra não é a resposta. Acontece que tanto a Rússia, como os Estados Unidos como a China são superpotências e a linha orientadora destes países, designadamente em questões relacionadas com a defesa nacional, baseia-se, essencialmente, no receio de perderem esse estatuto e, para isso, têm de demonstrar poderio militar. A competição é grande, feroz e não é só económica: é também existencial. Assim, quando se sentem ameaçados... O problema é quando estas ameaças são completamente infundadas, como, tudo indica, se passa na guerra que Israel e EUA travam om o Irão.
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