Sem dúvida que a esfera do comentariado português anda mais comedida relativamente às opiniões que se afastam de uma crítica acérrima (acéfala?) ao Irão. De facto, ao contrário do que se passou e passa (cada vez menos, é certo) na guerra entre a Ucrânia e a Rússia, ainda não vi ninguém ser acusado de defensor do regime do Irão. Nem mesmo Agostinho Costa ou Carlos Branco, por exemplo, são alvos dos aiatolás do costume.
Todavia, noto que, aos poucos, o ônus se está a alterar: o Irão assoma-se cada vez mais como o principal culpado desta pestilenta guerra.
Última nota, um tanto sádica: talvez não seja má ideia os líderes dos países matarem-se uns aos outros. Israel tem matado uns poucos, o Irão já jurou a morte de Netanyahu. A minha sugestão é que estas ameaças se alarguem às respetivas famílias até, por exemplo, ao 3º grau. Provavelmente, não teríamos tantas guerras. Ou nenhuma.

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