De repente, os debates são notícia. Apareceu-me no computador, através do programa do Ricardo Araújo Pereira, esta pérola, um debate entre um deputado do Chega, outro do PS e ainda outro, aparentemente, do PSD. Fiquei siderado. Não sei qual as ordens que a jornalista recebia no seu auricular. Não foi, decerto, a ameaça ao deputado do Chega no sentido de, a continuar o descalabro vocabular, chamaria o segurança para o pôr a andar dali para fora.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.
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