Gostaria que as televisões não apelidassem a Polícia de Segurança Pública como uma força militarizada. Eu sei que há o hábito de tudo parecer militar, desde os bombeiros aos escuteiros. Não é o caso, felizmente, da polícia. Daí que, a respeito da recente notícia "de 16 polícias e um civil presos", as televisões deveriam ser mais rigorosas na mensagem e na escolha das palavras. Alterem, por favor, para 17 pessoas detidas, entre as quais 16 polícias.
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.
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