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A mostrar mensagens de setembro, 2026

Ucrânia: a guerra e a escalada

 Tem-se falado, com propriedade, do perigo de uma escalada da guerra na Ucrânia. A bem da verdade, essa escalada já começou há muito, com a entrada dos países NATO na contenda bélica. De facto, a Rússia está em guerra com um bloco de países, uns mais ativos, outros menos. Contudo, a recente declaração de Zelensky avisando as companhias aéreas que operam no território da Federação Russa de que o não devem fazer, visto que o espaço aéreo daquele país não será mais seguro, configura uma escalada nunca antes vista. Será que ainda vamos ver um avião civil abatido para depois entrarmos numa rodopio de culpas alheias? As guerras - as alargadas e imensamente destrutivas - são assim que começam.

A moção da República

  De repente, o partido Chega e o seu líder viraram os paladinos da ética política. São oportunos e populistas? Claro. São demagogos e itinerantes, vogando ao sabor do cálculo político? Evidente. Não creio que o Chega se insira, pronto a vestir, naquilo que muitos chamam o internacional populismo. O mesmo se passava com o PCP, que muitos acusavam de enfardar com a linha orientadora do partido comunista soviético. Portugal tem as suas idiossincrasias e uma delas chama-se Estado Novo. E é o Estado Novo (e aqueles que o pretendem renarrar) que ainda reorienta uma percentagem considerável dos portugueses, sejam eles velhos, novos, operários ou académicos. Do mesmo modo, foi a ditadura que emergia o PCP durante as primeiras décadas de democracia. Tudo isto é verdade, como é verdade que o Chega está cheio de razão relativamente ao caso Luís Neves. Podemos afirmar, sem qualquer espécie de exagero, que este é o governo em que o nível da decência política se encontra abaixo de zero. A Spinu...