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A crise russa

 

Desde o início da ofensivo russa à Ucrânia temos esperançadamente ouvido que a Rússia se encontra numa situação de pré-descalabro, em que os vários tecidos  que sustentam qualquer país se desmoronariam rapidamente. Os tecidos são, pois, vários: económicos, sociais... e até psicológicos, se tivermos em conta as diversas análises que têm sido feitas sobre o vasto povo russo.

Claro que tudo isto tem a ver com o que se costuma chamar de "mainstream". Uma vez acendido, o rastilho desenvolve-se num percurso aparentemente desordenado, em que o mais importante se cinge à originalidade hermenêutica dos intervenientes, por um lado e, por outro, às mensagens políticas que as lideranças europeias pretendem reproduzir para as suas populações.

Não sei se a Rússia entrará numa crise económica. Sei, no entanto, que o prolongamento da guerra (que não é uma guerra para a Rússia, mas sim uma operação militar especial, tal como para os Estados Unidos, o confronto com o Irão também não se apelida de guerra - são assim estes países, senhores e senhoras comentadores) tem ajudado a Rússia a manter níveis económicos muito interessantes e um social e igualmente interessante pleno emprego.

Penso que o século XX nos ajuda a perceber o que são as economias de guerra. E o primeiro quartel do século XXI já está ultrapassado.

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