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Ditadura(s)

 

Não deixa de ser interessante verificar o modo como este nosso pedaço de terra ocidental trata o regime chinês, comparativamente a outros regimes autocráticos ou ditatoriais. Por exemplo, não há, praticamente, intervenção televisiva sobre o Irão ou a Rússia na qual não seja focado, inflacionadamente, a falta de liberdade, a opressão, a manipulação dos órgãos de comunicação social, etc., etc. No que diz respeito à China, a valoração adjetival é outra: estratégia, regulação, visão, ponderação...

António Filipe bem tentou, na campanha eleitoral para a presidência da República, afirmar que os regimes comunistas não são assim tão desastrosos: a China é comunista, defendeu o candidato. Tem toda a razão. A China é comunista e recomenda-se.

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O Major-General Saramago

 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

Comentadores

  O ziguezaguiante comentariado português das guerras mereceria, ele próprio, uma boa análise retrospetiva. A próxima cimeira Rússia - Estados Unidos é um bom exemplo das intermitências comentaristas. É uma espécie de loja chinesa: encontra-se lá de tudo.

As economias de guerra

As declarações últimas de Trump sobre Putin, Ucrânia, União Europeia, guerra mostram, indubitavelmente, a aposta da América numa economia de guerra, tal como, aliás, aparentemente, é a aposta de muitos outros países e blocos. Acontece que, nesta "lei" mercantil, há quem já esteja no terreno e quem chegue tarde. Os últimos (União Europeia) são, por norma, os mais prejudicados. Estranhamente, há um jubilamento pueril nas hostes europeias, que o comentariado televisivo acompanha. Aplaudem o quê? A continuação da guerra, com este novo"game-changing"?