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À espera do pós-comentário

 

Ontem, a propósito do presumível  acordo de paz entre o Irão e Estados Unidos da América, as televisões fizeram um "non-stop" do comentário. O resultado foi deslumbrante, irónico, ridículo: horas a comentar o nada, pois nada sabiam do que estavam a comentar. E não sabiam porque não tinham como saber: nada ainda tinha saído, a não ser o enésimo post de Donald Trump. Hoje, a saga continua: os comentadores voltam atacar. Ontem, o resistente foi Azeredo Lopes, ex-ministro da defesa.

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 Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.

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