Foi engraçado ver a esquerda aplaudir, não sei se de pé, a rejeição do pacote laboral, fruto do voto populista do Chega. Foi também engraçado ver André Ventura com o punho cerrado, virado para as galerias do parlamento, encenando, populisticamente, a vitória dos trabalhadores. Igualmente engraçado foi aferir os discursos dos partidos da esquerda parlamentar, fugindo do Chega a sete pés, evocando a vitória dos trabalhadores, esquecendo que esta vitória dos trabalhadores só foi possível graças ao voto do Chega. Ajudaram, com este discurso revolucionário, quase proletário (PS incluído) a colar o Chega aos interesses dos trabalhadores, esquecendo que este partido surfa nas ondas fundamentalmente populistas, chegando até a espernear com a descida da idade da reforma!
Não é o único, mas um dos mais recentes comentadores militares a abordar as guerras, de seu nome Jorge Saramago (mais um Major-General), não foge a uma narrativa que, após três anos e meio do início da guerra Ucrânia-Rússia , já não fica nada bem a militares continuarem a defender. O major general Saramago entrou na vida do comentariado na expetativa, a tatear, provavelmente, uma posição vantajosa, que não causasse muitos atritos. Mas depressa tomou posição: o homem é mais um que debita barbaridades: a Rússia avança muito pouco, a Rússia tem um nível de mortos elevado, a Rússia é o diabo... Estou em crer que seria altura de uma maior razoabilidade destas pessoas, principalmente aqueles que ostentam qualificativos militares.
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